J.K. Rowling ganha prêmio que lhe dá direito de passear com espada por Londres

A escritora inglesa J.K. Rowling, autora da saga juvenil “Harry Potter”, recebeu nesta terça-feira (8) o “Freeman of City of London”, o prêmio máximo que outorgam as utoridades do centro financeiro da capital britânica há 775 anos. A criadora das [...]

Projeto conta história indígena em idioma falado por seis pessoas

Uma iniciativa editorial vai ajudar na preservação sonora de idiomas indígenas. O livro bilíngue (português-maraguá) “A Origem do Beija-Flor”, de Yaguarê Yamã, da nação saterê mawé, sai em maio pela Peirópolis. No site da editora (www.editorapeiropolis.com.br ), haverá um link [...]

Dificuldade dos bolsistas para aprender outra língua tem sido o ‘maior desafio’ do Ciências sem Fronteiras

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, recomendou nesta quarta-feira, 4, aos estudantes que pretendem pleitear bolsas de estudo fora do País pelo programa Ciências sem Fronteiras (CsF) que se adiantem no estudo da língua estrangeira para facilitar o processo de [...]

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11 de Maio de 2012

J.K. Rowling ganha prêmio que lhe dá direito de passear com espada por Londres

A escritora inglesa J.K. Rowling, autora da saga juvenil “Harry Potter”, recebeu nesta terça-feira (8) o “Freeman of City of London”, o prêmio máximo que outorgam as utoridades do centro financeiro da capital britânica há 775 anos.

A criadora das aventuras de Harry Potter, cujos livros venderam mais de 450 milhões de cópias e foram traduzidos em 74 idiomas, foi escolhida pelo júri deste prêmio pelo “serviço prestado à literatura infantil e juvenil”.

Durante a cerimônia de entrega, que foi celebrada na Mansion House da capital britânica, Rowling recebeu um pergaminho emoldurado que certifica sua condição de “cidadã livre da cidade de Londres”.

Essa distinção oferece singulares vantagens a seu portador, como o direito de passear uma ovelha pela ponte de Londres, conduzir uma espada pela cidade ou ser conduzido até sua casa pela Polícia se for encontrado embriagado pelas ruas.

Em seu discurso de agradecimento, Rowling acrescentou alguns benefícios deste título que só eram conhecidos até agora pelos personagens do mundo mágico de seus livros.

“Estou muito orgulhosa de ter recebido o prêmio. Acima de todas suas vantagens e apesar de muita gente não saber, este título me permitirá beber de graça no Caldeirão Furado ou gastar um cheque de dez galeões no beco Diagonal”, disse.

Com o prêmio, Rowling se une a uma longa lista de personalidades, caso da rainha Elizabeth 2ª, da princesa Diana, do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, do prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela e dos ex-presidentes americanos Dwight Eisenhower e Theodore Roosevelt, que já obtiveram esse título no passado.

A escritora britânica, de 46 anos, arrecadou uma fortuna estimada em US$ 989 milhões graças aos sete livros juvenis que publicou e à venda dos direitos cinematográficos das histórias do bruxo.

Após a saga de Harry Potter, a escritora britânica lançará seu primeiro romance para adultos.
Intitulado “The Casual Vacancy”, o livro narrará todas as desavenças que uma eleição pode causar em um fictício povo inglês.

http://www1.folha.uol.com.br

Projeto conta história indígena em idioma falado por seis pessoas

Uma iniciativa editorial vai ajudar na preservação sonora de idiomas indígenas. O livro bilíngue (português-maraguá) “A Origem do Beija-Flor”, de Yaguarê Yamã, da nação saterê mawé, sai em maio pela Peirópolis.

No site da editora (www.editorapeiropolis.com.br ), haverá um link para ouvir a narração do livro em maraguá, falado hoje por apenas seis pessoas, segundo a editora Renata Borges. A obra será a segunda da coleção Peirópolis Mundo, em idiomas em extinção (o primeiro foi uma história em xhosa, língua sul-africana, já disponibilizado no site).

Borges diz que a ideia do projeto “é trabalhar com a diversidade linguística e cultural” e “proporcionar o contato da criança com a riqueza fonética” do idioma maraguá.

“Há 190 línguas indígenas em extinção no Brasil”, afirma ela, que pretende editar, como volume seguinte da coleção, um livro português-crenaque (grupo indígena da região do Vale do Rio Doce). Os crenaques são estimados hoje em cerca de 350 pessoas.

Uma coletânea com 20 histórias de povos indígenas de todas as regiões do país. Foi escrita em português e na respectiva língua indígena, incluindo um CD com a narração no idioma original.

O projeto, intitulado “Antologia de Histórias Indígenas”, foi capitaneado pelo escritor Daniel Munduruku, um dos principais autores indígenas do país.

Reuniu diferentes narrativas de povos indígenas do Norte (sete), Centro-Oeste (seis), Nordeste (duas), Sudeste (quatro) e Sul (três).

“A oralidade é a fonte mais primitiva da cultura indígena. Suspeitamos que muitas dessas histórias foram registradas pela primeira vez na língua original”, afirma Ceciliany Alves, editora de literatura infantojuvenil da FTD.

Desde os anos 1990, os escritores índios vêm ganhando espaço, sobretudo na literatura infanto juvenil.

Hoje são mais de 30, de acordo com o escritor Kaká Werá Jecupé.

“Até os anos 1990, tinha sempre alguém escrevendo pelo índio. Hoje, de maneira ainda incipiente, já existe uma visão diferente daquela que enxerga o índio como animal folclórico e exótico.”

O autor Olivio Jekupé, que na infância frequentou aldeias guaranis no Paraná, chegou a cursar filosofia na USP e já teve 12 obras infantis lançadas.

“Em compensação, tenho um livro sobre a situação dos índios, mas não consigo publicar. As editoras não acreditam muito em índio falando de seus problemas. Pelo menos a literatura infantil foi uma abertura para nós.”

http://www1.folha.uol.com.br

Dificuldade dos bolsistas para aprender outra língua tem sido o ‘maior desafio’ do Ciências sem Fronteiras

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, recomendou nesta quarta-feira, 4, aos estudantes que pretendem pleitear bolsas de estudo fora do País pelo programa Ciências sem Fronteiras (CsF) que se adiantem no estudo da língua estrangeira para facilitar o processo de ingresso nas instituições internacionais.

Segundo Mercadante, a dificuldade dos bolsistas para aprender outra língua, principalmente o inglês, tem sido o “maior desafio” da execução do programa. O CsF já concedeu 14,6 mil bolsas, sendo que desse total 3,7 mil alunos já estão estudando fora do País, e o restante deve viajar a partir de agosto.

“As dificuldades operacionais são muito pequenas e absolutamente marginais. O maior desafio é a proficiência em inglês”, disse Mercadante. O estudante selecionado para o programa precisa apresentar uma pontuação mínima no Test of English as a Foreing Language (Toefl), prova internacional que certifica o nível de proficiência em inglês.

De acordo com o ministro, o estudante selecionado para o programa pode ficar por seis meses no país estudando a língua antes do início do curso, mas se não obtiver a pontuação mínima não é aceito pela instituição estrangeira.

Mercadante disse que o Ministério da Educação está mobilizando as universidades federais e outros órgãos, como embaixadas, para aumentar a oferta de cursos de inglês para universitários. A recomendação do ministro é que logo ao entrar no ensino superior o estudante inicie o estudo da língua estrangeira. “Quem está entrando este ano na universidade já vai estudando a língua estrangeira para que no próximo ano possa se candidatar e fazer o teste de proficiência. Não tem que ficar esperando, tem que tomar a iniciativa de se habilitar.”

Atualmente está no ar o terceiro edital do CsF, com 2.965 bolsas do tipo graduação sanduíche, quando o estudante faz a metade do curso no exterior e o restante no País, na Austrália, Bélgica, Coreia, Espanha, Holanda, no Canadá e em Portugal.

Os cursos priorizados pelo programa são as Engenharias e os da área de ciência e tecnologia. As inscrições se encerram em 30 de abril e podem ser feitas no site do programa.

O próximo edital que, segundo o ministro, deverá ser lançado em maio, irá incluir oportunidades na Alemanha, França, Itália, no Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos. O governo brasileiro também negocia parcerias com a Irlanda, Noruega, Índia e Finlândia.

De acordo com o ministro, há também uma demanda forte de pesquisadores e professores estrangeiros interessados em trabalhar no Brasil. Dois programas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que vão oferecer bolsas para esse público tiveram inscrições acima da expectativa, na avaliação de Mercadante.

Ele acredita que o interesse no Brasil decorre da projeção internacional que o País ganhou nos últimos anos e do cenário econômico mundial.

“Por causa da crise está havendo um corte de orçamento muito forte na área da pesquisa, ciência e academia, na Europa e nos Estados Unidos. Pela primeira vez em muitos anos você tem desemprego acadêmico em uma área que sempre foi muito preservada.”

http://www.estadao.com.br

3 de Maio de 2012

Quebrando a barreira do idioma – há seis anos

O surgimento da rede virtual de computadores colocou o conhecimento coletivo mundial a apenas um clique de mais de dois bilhões de pessoas. Em uma breve consulta, é possível acessar uma página em um servidor a milhares de quilômetros de distância em outro país ou ler algo de alguém que está do outro lado do mundo. Mas o que acontece se essa informação estiver em híndi, africâner ou islandês e você só falar inglês ou vice-versa?

Em 2001, o Google começou a oferecer um serviço que traduzia oito idiomas de e para o inglês. O sistema utilizava o que havia de mais moderno em termos de tradução automática (MT) comercial, mas a qualidade das traduções não era boa e também não evoluiu muito durante aqueles primeiros anos. Em 2003, alguns engenheiros do Google decidiram aprimorar a qualidade da tradução e investir em mais idiomas. É nesse momento que eu entro. Eu trabalhava como pesquisador em projetos da DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) que analisavam, com base em dados, novas abordagens para a tradução automática e prometiam traduções de melhor qualidade.Recebi um telefonema de alguns Googlers que me convenceram (eu duvidava!) de que essa abordagem baseada em dados poderia funcionar em escala Google.

Passei a integrar a equipe do Google e começamos a adequar nosso sistema de tradução para competir na Avaliação de Tradução Automática do NIST (Instituto de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos), uma espécie de teste de aquecimento entre as instituições e empresas de pesquisa para aprimorar a tradução automática. A incrível infraestrutura computacional do Google e sua habilidade para reunir vastas quantidades de dados virtuais permitiram que alcançássemos resultados extremamente relevantes. A partir daí, tudo mudou: a eficiência dessa abordagem baseada em dados ficou evidente.

Mas, naquele tempo, nosso sistema era muito lento para rodar como um serviço prático: precisávamos de 40 horas e 1.000 máquinas para traduzir 1.000 frases. Focamos, então, na velocidade, e, um ano depois, nosso sistema traduzia uma frase em menos de um segundo e com mais qualidade. No início de 2006, lançamos nossos primeiros idiomas: chinês e, a seguir, árabe.

Em 28 de abril de 2006, anunciamos nossa abordagem em termos de tradução automática estatística, e, ao longo dos últimos seis anos, temos nos concentrado principalmente na qualidade da tradução e na cobertura linguística. Podemos agora traduzir entre todos os 64 idiomas, muitos deles, inclusive, com baixa presença virtual, como o bengali, o basco, o suaíli, o iídiche e, até mesmo, o esperanto.

Atualmente, temos mais de 200 milhões de usuários mensais no translate.google.com (e ainda mais em outros locais onde é possível utilizar o Tradutor, como no Chrome, em aplicativos móveis, no YouTube, etc.). As pessoas também acessam muito o Google Tradutor quando em viagem (a barreira do idioma nunca é tão grande como quando alguém está viajando).Vimos nosso tráfego móvel mais do que quadruplicar ano após ano. E nossos usuários são verdadeiramente globais: mais de 92% de nosso tráfego vem de fora dos Estados Unidos.

Em um dia qualquer, traduzimos a mesma quantidade de texto presente em 1 milhão de livros. Ou, ainda, de outra forma: em um único dia, nosso sistema traduz o que todos os tradutores profissionais humanos do mundo traduzem em um ano. Com base nessas estimativas, pode-se dizer que a maior parte da tradução feita hoje no planeta é realizada pelo Google Tradutor. (Não podemos falar pela galáxia. O “Babel Fish” de Douglas Adams provavelmente já nos bateu lá.) Claro, para traduções complicadas e cheias de nuances, nada bate a tradução humana. Acreditamos que, à medida que a tradução automática incentiva pessoas a falarem seus próprios idiomas e a manterem conversas  sempre mais globais, especialistas da tradução serão mais requisitados do que nunca.

Imaginamos um futuro em que todos no mundo possam consumir e compartilhar qualquer informação, não importa em que idioma esteja, nem onde apareça. Já oferecemos tradução instantânea para sites enquanto o usuário navega no Chrome, textos em fotografias móveis, legendas para o YouTube e “modo de conversação” em smartphones. Queremos derrubar a barreira do idioma onde quer que ela esteja e mal podemos esperar para ver como serão os próximos seis anos.

Postado por Franz Och, Pesquisador, Google Tradutor

26 de Abril de 2012

Há 10 anos a língua brasileira de sinais promove inclusão

Há dez anos a língua brasileira de sinais (libras) passou a ser reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Passada uma década, observa-se maior inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas escolas regulares. Dominar a libras permite às pessoas com deficiência auditiva maior autonomia, independência social e cidadania.

A política de educação inclusiva, adotada pelo Ministério da Educação, orienta os sistemas de ensino para garantia do ingresso dos estudantes com surdez nas escolas comuns, mediante a oferta da educação bilíngue, dos serviços de tradução e de interpretação de libras-língua portuguesa e do ensino de libras.

De acordo com Martinha Clarete Dutra, diretora de políticas de educação especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, o ensino de libras é parte do processo de organização do sistema de ensino inclusivo. “Para que a educação seja, de fato, um direito de todas as pessoas, é preciso que os sistemas de ensino identifiquem e atendam as especificidades educacionais dos estudantes”, disse a diretora.

Para a efetivação da educação bilíngue, o Ministério da Educação desenvolve programas e ações, em parceria com os sistemas de ensino. O curso de formação inicial de professores em letras-libras, para promover a formação de docentes para o ensino de libras, foi instituído por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e mantém 18 polos. Em 2010, dois novos cursos letras-libras foram criados pelas instituições federais de Goiás e Paraíba, nas modalidades presencial e a distância.

O panorama da inclusão dos estudantes com deficiência nas escolas comuns da rede pública vem se modificando. O número de matrículas de estudantes, público-alvo da educação especial em classes comuns, passou de 28%, em 2003, para 74%, em 2011. No mesmo período, o número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes público-alvo da educação especial passou de 13.087, em 2003, para 93.641 escolas no ano passado.

Fonte: http://www.planetauniversitario.com

Conto de alagoano ganha tradução em inglês e é publicado em Londres

Depois de conquistar a cena cultural alagoana, o escritor Nilton Resende ganhou agora as ruas de Londres. Em abril, o conto “A Fresta”, presente no mais recente livro do autor (Diabolô, 2011, Edufal), foi publicado na revista literária Litro, que circula por metrôs, galerias, livrarias, bares e cafés da capital britânica.

Com pouco mais de seis anos de existência, a Litro tem tiragem de cem mil exemplares e todo mês traz um tema diferente. Nesta edição, de número 114, a revista deu espaço a autores brasileiros. O conto de Nilton Resende, agora com o título de “The Crack”, foi traduzido pela australiana Alison Entrekin, responsável pelas versões em inglês de romances famosos como Budapeste, de Chico Buarque; e O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza.

Nilton Resende é um dos principais artistas de Alagoas, vencedor de prêmios como o Projeto Alagoas em Cena 2006 e o Prêmio LEGO de Literatura 2009. Ao longo de sua trajetória, conquistou o reconhecimento da imprensa local e do público, sempre crescente. É também poeta, ator, diretor de teatro, professor e tem realizado projetos com audiovisual no estado.

Fonte: http://www.tribunahoje.com

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