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Dia da Consciência Negra: 10 escritores negros da literatura afro-brasileira

Também chamada de literatura afro-brasileira, conceito que reúne diversos escritores negros, teve um papel de suma importância na literatura brasileira.

Também chamada de literatura afro-brasileira, conceito que reúne diversos escritores negros, teve um papel de suma importância na literatura brasileira.

Muitos de nós conhecemos a história da escravidão no Brasil, suas consequências e o seu reflexo no cotidiano do cidadão negro no Brasil e no mundo. Também por isso, hoje existe o Dia da Consciência Negra, criado para marcar a conscientização do cidadão negro sobre a importância da etnia para a criação do povo brasileiro que vemos hoje.

Participantes da literatura afro-brasileira, os escritores negros tiveram um papel de suma importância na literatura brasileira. De acordo com o grupo de estudos Literafro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse conceito ainda está em construção, mas abrange os textos que apresentam temas, autores, linguagens e, sobretudo, um ponto de vista culturalmente alinhado com a afrodescendência.

Já revelamos aqui no blog da Traduzca algumas curiosidades sobre Machado de Assis, por exemplo, um dos maiores ícones da literatura afro-brasileira. Hoje vamos falar de alguns escritores que talvez você não conhecia. Confira:

Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814). O poeta expressou a visão do homem negro nas poucas vezes em que comentou esse tema. Obras: O Desertar, poema herói-cômico (1774), Glaura (1799).

Antônio Gonçalves Dias (1823-1864). O tratamento do tema do negro se dilui em sua poesia, principalmente, quando a imagem heróica do índio é erguida como símbolo do nacionalismo brasileiro. Dentre as obras de Gonçalves Dias podemos citar: Primeiros cantos (1846), Segundos cantos e Sextilhas de Frei Antão (1849), Os Timbiras (1857).

Machado de Assis (1839-1908). Talvez o mais conhecido escritor negro brasileiro, dentre suas obras citamos a trilogia Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892) e Dom Casmurro (1900). Em sua poesia ocorrem referências esparsas ao negro, com o autor demonstrando preocupação em atenuar os aspectos ligados à cor negra.

José do Patrocínio (1853-1905). Escreveu obras em prosa de caráter realista, nas quais evidenciou sua intenção de analisar questões sociais, como em Coqueiro ou a Pena de Morte (1877), Os Retirantes (1877) e Pedro Espanhol(1884).

João da Cruz e Souza (1861-1898). A obra poética de Cruz e Souza representa o ponto alto do Simbolismo brasileiro e inclui os livros Broquéis (1893), Missal (1893), Faróis (1900) e Últimos sonetos (1905).

Afonso Henriques de Lima Barreto (1891-1922). O romance social de Lima Barreto expôs as contradições de nosso ambiente social. Dentre suas obras podemos citar: Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911) e Numa e Ninfa (1915).

Lino Guedes (1906-1951). Sua obra poética trata da assimilação dos valores da sociedade branca. Entre os seus livros destacamos O Canto do Cisne Preto (1927) e Negro Preto, Cor da Noite (1932).

Solano Trindade (1908-1974). Sua obra traz a reivindicação social do negro em busca de melhores condições de vida. Dentre suas obras citamos Poemas d’uma Vida Simples (1944) e Cantares ao meu Povo (1961).

Maria Firmina dos Reis, nascida no Maranhão, situa-se no século XIX. Em 1859 a autora publicou o romance Úrsula, atribuindo aos escravos participação importante no enredo.

Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Aliou criação literária e experiência de vida para compor uma obra que merece análises mais detalhadas: Quarto de Despejo (1960) alcançou repercussão internacional, revelando uma produção de caráter documental e de contestação social. Seus livros seguintes foram Pedaços de Fome (1963) e Diário de Bitita (1986).

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