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Quando falamos pela primeira vez sobre o bibliotecário Abdel Kader Haidara, há quase seis anos, não imaginávamos o que aconteceria com ele. A história do malês que liderou a operação de salvamento de uma coleção de manuscritos raros, conservando a história do seu povo foi contada em novembro de 2013. Hoje, quando marcamos 1.500 notícias publicadas aqui no blog da Traduzca, relembramos esse importante personagem da memória africana.

Haidara é um livreiro e bibliotecário morador da cidade de Timbuktu, no Mali. A localidade em que vive é um centro comercial e cultural africano há quase um milênio e, desde 1988, é considerada pela UNESCO patrimônio mundial da humanidade. Quando começou a guerra entre o governo e radicais islâmicos, ele se uniu a colegas de profissão e, além dos manuscritos citados, também foram transportados 250 mil exemplares de livros para Bamako, capital do Mali. O trajeto, de quase 700 quilômetros, foi custeado pelo Ministério das Relações Exteriores alemão, e os veículos usados foram disfarçados em carros de frete de frutas e verduras.

O tempo passou e Haidara continua com a sua luta pela preservação da cultura em seu país. Hoje ele administra a Biblioteca Memorial Mamma Haidara, que fundou a partir dos materiais que resgatou anos atrás. Recentemente, durante a cerimônia de início do ano letivo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Letras Humanas pelo trabalho feito em Mali e pela sua história como bibliotecário e pesquisador da cultura local.

Além de Haidara, também foram homenageadas personalidades como Carla Diane Hayden, a primeira mulher e a primeira afro-americana a servir como bibliotecária do Congresso norte-americano, Douglas R. Lowy, diretor do Instituto Nacional do Câncer, cuja pesquisa levou ao desenvolvimento da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) e Terrence McNally, membro da Academia Americana de Artes e Letras e autor de inúmeras peças da Broadway.