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Bibliotecas são alvo da tirania há pelo menos dois milênios

Incencio-na-biblioteca-de-Alexandria

Obra “O Incêndio da Biblioteca de Alexandria”, de Ambrose Dudley, datada de 1910.

Há milhares de anos o homem começou a armazenar seus registros. O que outrora ficava na pedra da parede de cavernas, como calendário, ou pintura, ou um alerta, migrou para as bibliotecas com o avanço das civilizações. Esses grandes centros de memória e conhecimento têm sido alvo de tiranos, fanáticos, revolucionários ou até mesmo de golpistas. Afinal, a História não nos deixa esquecer que uma maneira de um povo subjugar outro é pela aniquilação de sua cultura e suas memórias.

O post de hoje lembra cinco bibliotecas que foram destruídas dentro deste contexto:

Alexandria – 48 a.C e 642
A lendária Grande Biblioteca de Alexandria, às margens do Mar Mediterrâneo, no Egito, é sempre lembrada. Há versões que foi incendiada durante uma invasão do Império Romano no ano 48 a.C. Outra versão relata que o incêndio teria sido acidental. Júlio César ordenou que seus navios fossem queimados, e o fogo se alastrou pelas docas e atingiu também a biblioteca. Historiadores estimam que ali foram perdidos cerca de 20 mil a 1 milhão de documentos. No ano de 642, o Egito foi conquistado por Amr ibn al-As. Novamente a Biblioteca de Alexandria sofreu um revés e foi destruída novamente.

Granada – 1501
Estamos falando aqui do período da Inquisição. O cardeal Cisnero ordenou a queima de milhares de livros islâmicos no início dos conflitos com os muçulmanos na região de Granada. Uma vez conquistada, ordenou a queima de todos os livros islâmicos existentes ali, por meio de uma lei decretada em 12 de outubro de 1501.

Louvain – 1914 e 1940
A Biblioteca da Universidade Católica de Louvain foi atacada em duas oportunidades durante o século XX, justamente nas duas Grandes Guerras. Soldados alemães a destruíram ateando fogo em 1914. O local foi reconstruído no período entre-guerras, mas novamente foi atacada em 1940 pelos nazistas.

Chile – 1973
Nesse ano, o Chile sofreu um golpe de estado. O então presidente Salvador Allende foi bombardeado no Palacio de la Moneda e deposto por uma junta militar liderada pelo general Pinochet. Uma das medidas dos militares foi a de destruir qualquer livro considerado subversivo, no intuito de eliminar as ideologias marxistas em território chileno.

Mossul – 2015
O grupo terrorista Estado Islâmico impõe medo ao Oriente Médio e ao mundo com atos de barbárie, como suas execuções. O que também vemos nos noticiários é a destruição da História, berço de civilizações. O Estado Islâmico queimou pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros na biblioteca pública de Mossul, no Iraque. Testemunhas relatam que eles fizeram uma fogueira com as obras, entre culturais, científicas e religiosas.