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Com mais de 3 mil anos, a canção mais antiga do mundo é descoberta na Síria

A descoberta da primeira música composta no mundo se deu através de estudos que iniciaram em 1950. Na época, arqueólogos encontraram 29 tabuletas feitas em argila com mais de 3 mil anos, em Ugarit, na Síria.

A descoberta da primeira música composta no mundo se deu através de estudos que iniciaram em 1950. Na época, arqueólogos encontraram 29 tabuletas feitas em argila com mais de 3 mil anos, em Ugarit, na Síria.

A descoberta da primeira música composta no mundo começou em 1950. Na época, arqueólogos encontraram 29 tabuletas feitas em argila com mais de 3 mil anos, em Ugarit, na Síria.

As músicas que conhecemos atualmente, com sons eletrônicos e mixagens através de computadores, são bem diferentes da primeira música composta no mundo, encontrada na Síria. A região, que é o local de surgimento de uma extensa variedade de instrumentos musicais como a lira, o alaúde, entre outros tantos, agora é casa de um dos maiores legados musicais do mundo.

Já falamos aqui no blog da Traduzca sobre notícias nada boas envolvendo o país do Oriente Médio. Desta vez, porém, a notícia é positiva, principalmente para o mundo da música. A descoberta da primeira canção composta no mundo se deu através de estudos que iniciaram em 1950. Na época, arqueólogos encontraram 29 tabuletas feitas em argila com mais de 3 mil anos, em Ugarit, na costa mediterrânea da Síria. Quase todas estavam quebradas em pequenos fragmentos, porém, uma delas, que ficou conhecida como H6, estava melhor conservada. Nela havia letras escritas e, abaixo delas, aquilo que os pesquisadores acreditam ser o primeiro registro de uma partitura musical do mundo.

Richard Dumbrill, professor de Arqueo Musicologia na Universidade da Babilônia, no Iraque, estudou as tabuletas por mais de duas décadas. Ele e sua equipe queriam desvendar muito mais que as inscrições: o objetivo era reconstruir toda a melodia. O tempo até a reconstrução da melodia (70 anos desde o descobrimento da placa e 20 anos de estudo intermitente) se deu pelo fato de as inscrições estarem no idioma hurrita, povo da região onde hoje é a Armênia, o que dificultou a tradução. “Foi extremamente difícil de traduzir. Mas consegui descobrir que os textos eram representações musicais que tinham sido ‘hurritanizadas’, ou seja, eram babilônicas mas foram adaptadas a partir do convívio com o povo hurrita”, explica Dumbrill.

Uma das canções contida nas tabuletas fala sobre uma garçonete que vendia cerveja em um bar. Mas a tabuleta conhecida como H6 revela uma história mais séria. A canção conta a história de uma jovem que não pode ter filhos e acha que é um castigo por ter se comportado mal. Ela sai à noite para rezar para a deusa Nikkal, a deusa da lua e da fertilidade. A jovem leva consigo uma pequena lata com sementes ou óleo de gergelim como oferenda à deusa para que ela a ajude com o seu desejo de ser mãe.

A Síria tem se tornado um polo musical há alguns anos. No ano passado, as autoridades sírias lançaram uma campanha para que Aleppo, a segunda maior cidade do país, fosse incluída na Rede de Cidades Criativas da Unesco como “Cidade da Música”. Durante o século 17, Aleppo era conhecida pelo “muwashshah”, tipo de música combinada com letras de poesia andaluza, em árabe clássico ou, mais tarde, em árabe coloquial sírio ou egípcio.