China inaugura a maior ponte marítima do mundo

China inaugura a maior ponte marítima do mundo

A construção, que liga a China à Macau e Hong Kong, tem 55 quilômetros de extensão, sendo mais de 6 quilômetros de túnel subaquático.

A construção, que liga a China à Macau e Hong Kong, tem 55 quilômetros de extensão, sendo mais de 6 quilômetros de túnel subaquático.

Tem muita gente que tem medo de atravessar pontes, ou de passar por túneis. Pois os claustrofóbicos de plantão não irão se sentir muito confortáveis na mais nova ponte chinesa. A construção, que foi inaugurada no último mês, e que liga a China à Macau e Hong Kong, tem 55 quilômetros de extensão, sendo mais de 6 quilômetros de túnel subaquático.

Pelos lados orientais, grandes construções não são tão incomuns, como neste caso que já falamos aqui no blog. Mas esta construção chinesa, além de gigante, está envolta em polêmicas. Com dois anos de atraso e superfaturamento, duas coisas incomuns em terras orientais, opositores ao governo Chinês e favoráveis à autonomia de Hong Kong criticam o projeto. Após 150 anos como colônia britânica, Hong Kong se vê política e culturalmente distante da China continental. Com o retorno da soberania chinesa sobre a região, muitos avaliam que, na última década, houve uma redução das liberdades civis e políticas.

Além disso, opositores afirmam que a construção é uma aproximação forçada com a antiga colônia. Os custos da obra, que chegaram a 6,4 bilhões de euros, também são alvos de críticas. Hong Kong terá de arcar com cerca de 1 bilhão de euros pela ponte principal, além de outros bilhões referentes aos custos das estradas de ligação e instalações de fronteira.
O governo de Hong Kong afirmou que os altos custos se justificam em razão de problemas imprevisíveis oriundas de condições complicadas para a construção em alto mar, dificuldades de construção e o aumento no custo dos materiais e mão de obra.

Além de todas as polêmicas políticas, a ponte é criticada por cidadãos de ambos os países. Para atravessar a estrutura, será necessário uma habilitação especial, o que obrigaria muitos moradores a se deslocarem de ônibus ou trem. Desde o início do megaprojeto, nove trabalhadores morreram e mais de 200 ficaram feridos. Seis empresas contratadas foram multadas por colocar os empregados em risco.

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