Cidade da Sibéria registra a maior temperatura da história da região
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Cidade da Sibéria registra a maior temperatura da história da região

Quando o assunto é a Sibéria, logo pensamos em baixíssimas temperaturas e neve por todos os lados. Essa realidade, corretamente associada ao local, não tem acontecido nos últimos dias. Dados da agência meteorológica russa indicam que a cidade de Verkhoiansk, localizada próxima ao círculo polar ártico, registrou a temperatura de 38ºC, a mais alta temperatura já anotada na região. A localidade, que marcou nos termômetros -60°C em novembro do ano passado, é conhecida como uma das cidades mais geladas do mundo.

Quando o assunto é a Sibéria, logo pensamos em baixíssimas temperaturas e neve por todos os lados. Essa realidade, corretamente associada ao local, não tem acontecido nos últimos dias. Dados da agência meteorológica russa indicam que a cidade de Verkhoiansk, localizada próxima ao círculo polar ártico, registrou a temperatura de 38ºC, a mais alta temperatura já anotada na região. A localidade, que marcou nos termômetros -60°C em novembro do ano passado, é conhecida como uma das cidades mais geladas do mundo.

A temperatura recorde foi registrada no sábado, dia 20 de junho. Segundo Marina Makarova, meteorologista-chefe da Rosguidromet, a agência meteorológica russa, o último inverno da Sibéria (2019 – 2020), “foi o mais quente desde o início dos registros há 130 anos, com temperaturas médias de até 6°C acima do normal”, acrescentando que “a primavera chegou muito antes, em abril, com temperaturas que ultrapassaram facilmente (às vezes) os 30°C”. Segundo cientistas, as mudanças climáticas causarão ondas de calor, tempestades e incêndios florestais com mais frequência.

O alerta sobre as mudanças climáticas na região não é novidade. No início de maio deste ano, a imprensa de Verkhoiansk divulgou imagens de campos floridos um mês antes do habitual, com fabricantes e vendedores de sorvetes anunciando aumento de 30% na venda do produto. Já na região sul da Sibéria, a agência meteorológica russa registrou aumento na quantidade de chuvas, levando à evacuação da população no distrito de Tulun, perto do lago Baikal. Já na parte norte, o derretimento precoce do gelo deixou a vegetação seca, ocasionando mais incêndios.

O alerta sobre as mudanças climáticas na região não é novidade. No início de maio deste ano, a imprensa de Verkhoiansk divulgou imagens de campos floridos um mês antes do habitual, com fabricantes e vendedores de sorvetes anunciando aumento de 30% na venda do produto. Já na região sul da Sibéria, a agência meteorológica russa registrou aumento na quantidade de chuvas, levando à evacuação da população no distrito de Tulun, perto do lago Baikal. Já na parte norte, o derretimento precoce do gelo deixou a vegetação seca, ocasionando mais incêndios.

Em maio de 2018, registramos aqui no blog da Traduzca como é a vida na cidade siberiana de Oymyakon, conhecida como a mais fria do mundo, onde a temperatura máxima no verão chega a 20°C e a média de temperatura no inverno é de -45°C. O aumento da temperatura média na Sibéria provocou o aumento populacional da borboleta Dendrolimus sibiricus, que devora árvores em poucas horas, deixando as florestas locais ainda mais vulneráveis, fenômeno semelhante ao registrado na última semana na região sul da América do Sul, assunto sobre o qual também falamos aqui no blog.



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