Conheça alguns itens que faziam parte do acervo do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro
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Conheça itens que faziam parte do acervo do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro

Quinta da Boa Vista

A cultura brasileira amanheceu em luto nesta segunda-feira. O Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, foi devastado por um incêndio na noite do último domingo, dia 02 de setembro, data em que celebramos o decreto de Independência do Brasil, assinado por Maria Leopoldina, em 1822. O Museu abrigava mais de 20 milhões de itens da história brasileira e mundial e completou 200 anos em 2018. Hoje o blog da Traduzca apresenta alguns dos materiais catalogados pelo museu, que foram perdidos no incêndio.

O Meteorito de Bendegó é, até o momento, o único artigo que sobreviveu ao incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista. Encontrado na cidade de Monte Santo, sertão da Bahia, em 1874, estava em exposição desde 1888. O objeto pesa 5.260 quilos e é o maior siderito já localizado no Brasil.

Com mais de 56 mil exemplares, o Museu Nacional possuía um dos maiores acervos paleontológicos da América Latina. Fósseis de plantas e animais, obtidos no Brasil e em outros países, reconstituições, réplicas, modelos e moldes faziam parte da coleção destruída pelo fogo. Entre os itens perdidos estão o esqueleto de titanossauro, uma libélula fossilizada e um caule petrificado de uma samambaia extinta.

 

 

Catalogado e exposto no Museu, o crânio de Luzia, o mais antigo ser humano localizado nas Américas, também foi perdido no incêndio. Encontrado na década de 1970, em Lagoa Santa, Minas Gerais, o crânio tinha, aproximadamente, 11.500 e 13.000 anos. A descoberta do objeto reacendeu um debate teórico sobre a chegada do homem na América, muito antes do que se imaginava.

Além de itens da história brasileira e americana, objetos que faziam parte da cultura de outros países também foram perdidos, como a esquife da dama Sha-Amun-en-su, original do Egito, uma figura masculina esculpida em jadeíta, da Civilização Olmeca, e uma múmia atacamenha de 4700-3400 anos atrás.

 

 

O incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista iniciou-se por voltas das 19h30min do domingo e só foi controlado pelos bombeiros após às 2h da madrugada de segunda-feira. As causas do fogo ainda são desconhecidas, e peritos e pesquisadores estão trabalhando no local para fazer um levantamento do tamanho dos estragos e descobrir se alguma peça ainda pode ser salva.



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