Conheça o lagostim gigante que produz clones de si mesmo
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Conheça o lagostim gigante que produz clones de si mesmo

Desde a ovelha Dolly, em 1996, até os dias de hoje, muitos animais foram clonados. Naquela época, este processo representou um grande avanço para a ciência, revolucionando o estudo da genética e ampliando os caminhos para a pesquisa de cura para doenças. Porém, o que representa “um grande passo para a humanidade”, é apenas rotina para um crustáceo. Hoje contamos a história do lagostim gigante que produz clones de si mesmo.

Desde a ovelha Dolly, em 1996, até os dias de hoje, muitos animais foram clonados. Naquela época, este processo representou um grande avanço para a ciência, revolucionando o estudo da genética e ampliando os  caminhos para a pesquisa de cura para doenças. Porém, o que representa “um grande passo para a humanidade”, é apenas rotina para um crustáceo. Hoje contamos a história do lagostim gigante que produz clones de si mesmo.

Tudo começou em 1995, quando o biólogo Frank Lyko foi a um pet shop e comprou um lagostim qualquer. Ele ficou impressionado com o tamanho do animal e a quantidade de ovos que colocava. Conforme nasciam, Lyko presenteava parentes e amigos com filhotes do crustáceo. Em pouco tempo, a espécie estava sendo vendida em vários outras lojas de animais. Os vendedores começaram a ficar intrigados por dois motivos. O primeiro, é que grande parte dos animais era fêmea, e se reproduziam sem a necessidade de um macho da espécie.

O lagostim gigante que produz clones de si mesmo.

O lagostim gigante que produz clones de si mesmo.

O fato chegou ao conhecimento de pesquisadores que, em 2003, publicaram um estudo na revista Nature afirmando que o crustáceo pertencia a uma espécie até então desconhecida, e que fazia clones de si mesmo. O animal foi chamado de Procambarus virginalis, mas ficou conhecido como “marmokrebs” (lagostas de mármore, em tradução livre). Poucos anos mais tarde, os lagostins começaram a ser encontrados em diversas outras partes do mundo, como República Tcheca, Hungria, Croácia e até mesmo no Japão e Madagascar.

Outra pesquisa sobre o animal foi publicada recentemente. Nesta, o biólogo Frank Lyko disse que mapeou o genoma do DNA da espécie, chegando a conclusão de que o primeiro da linhagem é fruto de acasalamento entre dois lagostins, sendo que um deles tinha uma pequena mutação em seus gametas, que foi passada e replicada. Estudos sobre o animal continuam sendo realizados. Por ser uma espécie rara e que se reproduz sozinha, caso um seja contaminado ou sofra outra mutação genética, o lagostim pode ser extinto da natureza rapidamente.



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