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Considerado falso, quadro atribuído a Rembrandt pode ser verdadeiro

O mercado de arte está repleto de obras falsificadas. Muitos especialistas conseguem identificar que um quadro é uma cópia após uma breve análise. Mas um fato curioso aconteceu recentemente na Inglaterra. Uma antiga pintura, chamada Cabeça de um homem barbudo, considerada uma falsificação há muitos anos, pode ser, na verdade, uma obra original do artista neerlandês Rembrandt.

O mercado de arte está repleto de obras falsificadas. Muitos especialistas conseguem identificar que um quadro é uma cópia após uma breve análise. Mas um fato curioso aconteceu recentemente na Inglaterra. Uma antiga pintura, chamada Cabeça de um homem barbudo, considerada uma falsificação há muitos anos, pode ser, na verdade, uma obra original do artista neerlandês Rembrandt.
A pintura Cabeça de um homem barbudo, considerada uma falsificação, pode ser, na verdade, uma obra original de Rembrandt.

A obra, do tamanho de um cartão postal e que até então era considerada falsa, foi recebida pelo museu inglês Ashmolean em 1951. Após algumas análises, uma delas feita pelo Projeto de Pesquisa Rembrandt, principal autoridade na obra do artista, o quadro foi considerado uma cópia, pertencente a uma série de falsificações feitas a partir do original perdido de Cabeça de um homem barbudo.

O pequeno quadro, então, ficou guardado no porão do museu Ashmolean até pouco tempo atrás, quando uma exposição com obras de Rembrandt foi planejada. Os curadores do museu encontraram a obra e enviaram-na a um dendrocronologista, profissional que data a idade de uma árvore a partir de seus anéis característicos, para análise.

O pequeno quadro, então, ficou guardado no porão do museu Ashmolean até pouco tempo atrás, quando uma exposição com obras de Rembrandt foi planejada. Os curadores do museu encontraram a obra e enviaram-na a um dendrocronologista, profissional que data a idade de uma árvore a partir de seus anéis característicos, para análise.
O recorte do catálogo de um leilão parisiense realizado em 1777 está colado atrás da pintura de Rembrandt.

A análise do profissional foi extremamente meticulosa. Em comunicado, o dendrocronologista Peter Klein disse que “a Cabeça de um homem barbudo do museu Ashmolean foi pintada em um painel que veio de um carvalho na região do Báltico, derrubado entre 1618 e 1628, usado em duas obras conhecidas de Rembrandt e Jan Lievens [seu amigo de infância e colega de trabalho]”.

Retoques e restauração

O estudo do especialista também revelou que a obra de Rembrandt passou por retoques feitos posteriormente, o que prejudicou consideravelmente a ilusão de profundidade e movimento. Segundo An Van Camp, curadora do Museu Ashmolean, “é incrivelmente emocionante descobrir que uma pintura até então não identificada pode ser colocada na oficina de um dos artistas mais famosos de todos os tempos”. Após a exposição, a obra Cabeça de um homem barbudo passará por um processo de restauração.



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