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Coreia do Norte abriga o maior prédio abandonado do mundo

Provavelmente você já recebeu por alguma rede social um vídeo que mostra as obras do maior prédio do Brasil, em construção, no estado de Santa Catarina. Já nos Emirados Árabes Unidos, no outro lado do planeta, a disputa é pelo maior arranha-céu do mundo. Atualmente o primeiro lugar deste ranking é ocupado pelo gigante Burj Khalifa, de 160 andares e 828 metros de altura, com hotel, apartamentos, restaurantes e escritórios. Porém o assunto de hoje está um pouco distante dos Emirados Árabes. Vamos até a Coreia do Norte contar a história do maior prédio abandonado do mundo.

Um dos países mais fechados do mundo guarda uma das maiores construções já feitas pelo homem também. Este, porém, encontra-se desocupado. Em construção desde 1987, o Hotel Ryugyong, localizado em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, tem o título de prédio abandonado mais alto do mundo. O arranha-céu norte-coreano tem 330 metros de altura, três mil quartos e cinco restaurantes com vista panorâmica, porém nunca foi habitado. O marco do país asiático em formato de pirâmide jamais foi inaugurado porque o governo local não teve mais dinheiro para concluir a obra.

A obra começou um ano antes da Coreia do Sul sediar os Jogos Olímpicos de 1988. Para não ficar para trás, o governo da Coreia do Norte decidiu construir o prédio que seria o principal cartão-postal do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes de 1989, evento que reuniu 177 países em Pyongyang em julho daquele ano. O governo, porém, gastou muito dinheiro com a construção de um estádio, a pavimentação de rodovias e a expansão do aeroporto, de tal modo que os recursos para a conclusão da gigantesca obra piramidal no coração da cidade se esgotaram.

Governos e anos foram passando e nada da obra ser concluída, até que em 2008 uma empresa egípcia que construía uma rede 3G na Coreia do Norte resolveu dar continuidade ao projeto e cobriu toda estrutura com vidro e metal, acabando com a aparência esquelética da prédio. Mas isso não findou as obras. Quatro anos depois, em 2012, um grupo de hotéis de luxo alemão anunciou que assumiria a gestão do prédio, mas o projeto não durou muito tempo, e o negócio não prosperou. Desde então, o governo local tenta concluir a obra aos poucos. Em 2018, por exemplo, a construção em forma de pirâmide ganhou um gigante painel de LED, mas segue sem nenhum habitante.