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Diário de Anne Frank ganha duas páginas mais de 70 anos após sua publicação

Um dos maiores clássicos da literatura mundial acaba de ganhar mais duas páginas. Publicado originalmente em 1947, o Diário de Anne Frank foi escrito pela jovem judia por dois anos durante a Segunda Guerra Mundial, em um esconderijo em Amsterdã, na Holanda, enquanto fugia dos nazistas que ocupavam o país.

As duas “novas páginas” estavam cobertas por papel pardo, possivelmente uma estratégia da menina para que seus pais não lessem o conteúdo. O texto descoberto contém cinco frases rasuradas, quatro piadas sujas com conotação sexual e 33 linhas sobre educação sexual e prostituição, escritos a partir de 28 de setembro de 1942, menos de três meses após começar a viver no esconderijo com sua família.

O anúncio da descoberta foi feito pelo Twitter oficial da Casa de Anne Frank, fundação criada para administrar a obra da jovem. A descoberta só foi possível após a utilização de novas técnicas de análise de imagens que permitiu a leitura pelos pesquisadores.

Em uma das folhas, Anne escreveu que usaria “essa página estragada para escrever piadas ‘sujas'”, junto com algumas frases riscadas e quatro piadas que conhecia. Ela também fala sobre educação sexual, imaginando que precisaria ter “a conversa” com outra pessoa, o que era normal para a idade que tinha.

Um dos administradores da Casa de Anne Frank, Ronald Leopold, falou que “Anne Frank escreve sobre sexualidade de forma singela, sem malícia” e que “como todo adolescente, ela estava curiosa sobre o assunto”. O diretor do Instituto Niod, Frank van Vree, que auxiliou a decifrar as páginas, disse que “quem lê os trechos recém-descobertos não consegue conter o riso”.

Anne Frank ficou escondida com sua família em um anexo secreto do escritório comercial de seu pai de julho de 1942 até agosto de 1944. Seu pai, Otto, a mãe, Edith, a irmã, Margot e os Van Pels, outra família judia, foram descobertos pelo exército nazista e enviados para campos de concentração.