Dois fenômenos naturais são registrados no continente americano simultaneamente
Inteligência artificial ajuda a decifrar a antiga escrita Linear B
24/06/2020
Quatro sugestões de livros sobre a história do Brasil imperial
26/06/2020

Dois fenômenos naturais são registrados no continente americano simultaneamente

Parece que muito mais coisas têm acontecido durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Desta vez, a notícia partiu da África em direção ao Caribe: uma densa massa de ar muito seco e carregada com areia do deserto do Saara avança sobre o oceano Atlântico até o continente americano. O fenômeno natural, que acontece todos os anos, parece que se intensificou este ano e acontece simultaneamente a uma revoada de gafanhotos na região entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Comecemos pela nuvem de poeira, que está sendo chamada de Godzilla, devido ao seu tamanho. O fenômeno é uma massa de ar formada há poucos dias, no fim da primavera no hemisfério norte, sobre o deserto do Saara. Carregada com partículas de areia, a nuvem se desloca, todos os anos, em direção ao oeste sobre o oceano Atlântico por três ou cinco dias. Este ano, porém, a presença de ventos suaves fez com que a massa se deslocasse para mais longe, atingindo, assim, do norte da América do Sul e a América Central até a Costa do Golfo dos Estados Unidos.

Esta é a maior nuvem de areia registrada nos últimos 50 anos, cobrindo uma área superior ao território dos Estados Unidos e do Canadá juntos, com uma camada entre três e cinco quilômetros de espessura e uma altura de um a dois quilômetros na atmosfera. A massa de ar com areia do deserto do Saara, porém, não é o único fenômeno natural que atinge o continente americano nesta semana. Na região sul, uma nuvem de gafanhotos formada no Paraguai avançou para a Argentina e pode atingir o Uruguai e o estado do Rio Grande do Sul nos próximos dias.

A nuvem de gafanhotos é monitorada pelo governo argentino desde o fim de maio. Autoridades locais dizem que os insetos “não reconhecem limites ou fronteiras e podem, em um dia, viajar até 150 quilômetros, atravessando de uma província para outra, ou mesmo de um país para outro em poucas horas”. Segundo a Metsul Meteorologia, o avanço da praga – algo que não é registrado há mais de 70 anos na fronteira com o Brasil – é um fenômeno favorecido pelo tempo seco e quente na região.

A nuvem de gafanhotos é monitorada pelo governo argentino desde o fim de maio. Autoridades locais dizem que os insetos "não reconhecem limites ou fronteiras e podem, em um dia, viajar até 150 quilômetros, atravessando de uma província para outra, ou mesmo de um país para outro em poucas horas". Segundo a Metsul Meteorologia, o avanço da praga – algo que não é registrado há mais de 70 anos na fronteira com o Brasil – é um fenômeno favorecido pelo tempo seco e quente na região.



Open chat
1
Olá! Como podemos te ajudar?