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Em artigo, astronauta publica dicas sobre o que fazer durante períodos de isolamento

Acostumados a ficarem isolados por longos períodos de tempo, os astronautas têm como rotina o que muitos têm vivido hoje. Para o norte-americano Scott Kelly, essa prática é um pouco diferente. Ele é a pessoa a ficar por mais tempo ininterruptamente confinado dentro da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Agora, durante a pandemia do novo coronavírus, o astronauta publicou um artigo no jornal The New York Times falando sobre sua rotina durante o isolamento e o que fez para não ficar entediado.

Dentre as dicas publicadas pelo astronauta estão cumprir um expediente de trabalho regrado, com tempo determinado para cada tarefa, ter um hobby para os momentos de descanso, como assistir filmes ou ler livros, escrever um diário recontando como foi o dia, usar a Internet para se comunicar com a família que está distante e informar-se sobre o que está acontecendo na Terra, além de ser solidário, ajudando quem está por perto. “Por mais desamparados que possamos nos sentir ao ficarmos presos em nossas casas, sempre há coisas que podemos fazer”, escreveu em seu artigo.

Scott Kelly passou 340 dias consecutivos na Estação Espacial Internacional entre 2015 e 2016 ao participar da “One Year Mission” (Missão de Um Ano), que tinha como objetivo entender como o corpo humano se comporta durante missões espaciais de longa duração. Quando retornou à Terra, Kelly escreveu um livro contando como foi sua vida durante o confinamento espacial, intitulado Endurance: A Year in Space, a Lifetime of Discovery (Endurance: um ano no espaço, na versão em português), publicado em 2017.

Sobre a sua experiência no espaço, Kelly diz que “por mais desamparados que possamos nos sentir ao ficarmos presos em nossas casas, sempre há coisas que podemos fazer”, acrescentando que “quanto mais pudermos nos unir para resolver nossos problemas, melhor estaremos (…) seja lendo para crianças por videoconferência, doando seu tempo e dinheiro para instituições de caridade ou executando pequenas tarefas para idosos ou vizinhos imunocomprometidos”.



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