Epidemia de peste bubônica de 541 foi registrada por historiador bizantino
Verificamos cinco registros históricos sobre a história do Brasil
29/05/2020
O que você acha de comprar um distrito inteiro para chamar de seu? Bem, se você tiver dinheiro sobrando e estiver disposto a investir, a vila de Satra Brun, na Suécia, pode ser sua. O vilarejo, localizado na cidade de Sala, a 125 quilômetro de Estocolmo, está à venda por 70 milhões de coroas suecas – aproximadamente R$ 40 milhões. O novo proprietário será dono de aproximadamente 70 construções, algumas históricas, que remontam ao século XVIII.
Conheça a Vila de Satra Brun, na Suécia, à venda por R$ 40 milhões
02/06/2020

Epidemia de peste bubônica de 541 foi registrada por historiador bizantino

Os registros históricos nos fazem perceber que a história muitas vezes se repete. Recentemente falamos aqui no blog da Traduzca sobre a pandemia causada pela gripe espanhola há mais de 100 anos e todas as consequências causadas em Porto Alegre e São Paulo, no Brasil e no mundo. Hoje, porém, vamos um pouco mais longe. Pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, encontraram semelhanças entre a pandemia causada pelo novo coronavírus com a praga de Justiniano, causada por uma epidemia de peste bubônica, que assolou o mundo em 541.

Durante o reinado do bizantino Justiniano, em 541, uma epidemia de peste bubônica se espalhou pelo império. Alguns registros deste momento da história foram feitos por Procópio, um conselheiro do general bizantino Belisário que o acompanhava em campanhas. Testemunha privilegiada da história, Procópio escreveu o livro “História das Guerras”, onde relata as campanhas militares de Justiniano pela Itália, África do Norte e Hispânia, além de registrar como os soldados ajudaram a espalhar a peste bubônica pelos portos em que chegavam, na Europa, África do Norte, Império Sassânida (Pérsia) e China.

Durante o reinado do bizantino Justiniano, em 541, uma epidemia de peste bubônica se espalhou pelo império. Alguns registros deste momento da história foram feitos por Procópio, um conselheiro do general bizantino Belisário que o acompanhava em campanhas. Testemunha privilegiada da história, Procópio escreveu o livro "História das Guerras", onde relata as campanhas militares de Justiniano pela Itália, África do Norte e Hispânia, além de registrar como os soldados ajudaram a espalhar a peste bubônica pelos portos em que chegavam, na Europa, África do Norte, Império Sassânida (Pérsia) e China.

“O alarme surgiu no Egito, onde a infecção se expandiu de modo rápido e letal”, disse Procópio em uma passagem. “Foi declarada uma epidemia que quase acabou com todo o gênero humano, da qual não há forma possível de dar nenhuma explicação com palavras, sequer de pensá-la, a não ser nos remitir à vontade de Deus”, escreveu, acrescentando que “essa epidemia não afetou uma parte limitada da Terra, um grupo determinado de homens e se reduziu a uma estação concreta do ano […], mas se espalhou e se alimentou de todas as vidas humanas, por diferentes que fossem umas pessoas das outras, sem excluir naturezas e idade”.

O surto de peste bubônica atingiu o Império Bizantino entre 541-544 e nenhum local ao redor do mar Mediterrâneo escapou da epidemia. Chamada de “Praga de Justiniano”, estima-se que a doença tenha matado aproximadamente 25% da população do Império Bizantino. Atualmente, aproximadamente 650 novos casos de peste bubônica são registrados todos os anos, sendo mais comum em países do continente africano.



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