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Imagine ser voluntário em um projeto social de sua cidade e, sem querer, encontrar um dos maiores tesouros de seu país. Parece roteiro de filme, mas foi o que aconteceu com o jovem Mark McGettigan. Morador de Glasgow, na Escócia, o estudante de 14 anos descobriu três lápides medievais datadas dos séculos X e XI, durante uma pesquisa perto da Igreja Paroquial de Govan. Os artefatos fazem parte de uma coleção conhecida como as Pedras de Govan e estavam perdidos há quase 200 anos.

Tudo começou quando McGettigan se inscreveu como voluntário na instituição beneficente Northlight Heritage, que tem como objetivo investigar o passado da comunidade local, para que as próximas gerações possam conhecer a história de onde vivem. Durante a primeira escavação, ele disse que “estava apenas cutucando o chão para ver se havia alguma coisa lá e, de repente, houve um barulho, e percebi que tinha acertado algo”. O que ninguém esperava era que o jovem tivesse encontrado umas das pedras que estavam perdidas.

As Pedras de Govan foram fabricadas manualmente há mais de mil anos e esculpidas com desenhos celtas, parecidos com os que já estão expostos na principal igreja da cidade. Os objetos estão praticamente intactos e, segundo Stephen Driscoll, professor de arqueologia histórica da Universidade de Glasgow, “esta é a descoberta mais excitante que tivemos em Govan nos últimos 20 anos”. Um comunicado, emitido pela “The Glovan Stones”, entidade que cuida das pedras, diz que não foram localizados outros artefatos junto às lápides.

Estima-se que as Pedras de Govan consistem em um conjunto formado por 46 peças, e que 31 já haviam sido encontradas. Com a descoberta de Mark McGettigan, que diz estar “muito empolgado com o que ajudei a descobrir”, falta localizar as outras 12 ainda perdidas. As peças ficarão expostas na Igreja de Jovem, que atualmente passa por reformas.