Fabricante produz máscaras de proteção a partir de filtros de café
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Fabricante produz máscaras de proteção a partir de filtros de café

A pandemia causada pelo novo coronavírus fez o mundo todo correr atrás de equipamentos de proteção individual. Não são todos os países que conseguem produzir os materiais, muito menos em larga escala; por isso, a maioria compra produtos fabricados na China, como a Alemanha, por exemplo. Como produzir materiais em grande quantidade, em pouco tempo e com preços acessíveis à população? Foi aí que uma das maiores indústrias alemãs resolveu reinventar um de seus principais produtos e produzir máscaras de produção a partir de filtros de papel para café.

Com quase 85 milhões de habitantes, o governo alemão estimou que sejam necessárias até 12 bilhões de máscaras por ano para que as cidades voltem ao normal. Foi então que a Melitta, que tem sede em uma cidade pequena no noroeste da Alemanha, percebeu que “a ergonomia da coisa e o fato de o filtro se encaixar exatamente na boca, nariz e queixo é tão inacreditável que você pode chamá-lo de um presente do céu”, afirmou Katharina Roehrig, diretora administrativa da companhia. Então, foi preciso adaptar alguns equipamentos, mudar materiais e iniciar a produção de máscaras de proteção.

Foi aí que umas das maiores indústrias alemãs resolveu reinventar um de seus principais produtos e produzir máscaras de produção a partir de filtros de papel para café.

Para que os filtros de café fossem transformados em máscaras de proteção individual, a fabricante precisou trocar o papel convencional por um material não tecido de três camadas e uma camada soprada por fusão que atende ao padrão para máscaras cirúrgicas de acordo com certificações internacionais, com uma Eficiência de Filtração Bacteriana (BFE) de mais de 95%. Com isso, a Melitta pode produzir até um milhão de máscaras por dia em um futuro próximo. É importante ressaltar que filtros de papel para café não podem ser utilizados como máscaras de proteção individual. O Ministério da Saúde do Brasil orienta a produção de modelos simples, de pano, que também funcionam como barreiras na propagação da doença.

Só no primeiro mês, a Melitta produziu 10 milhões de máscaras, embalando-as em caixas com elásticos separados e instruções de montagem. Um milhão de máscaras já foram doadas para trabalhadores e aposentados da Melitta e suas famílias e outro milhão para a comunidade que reside na cidade em que a fábrica opera. A empresa diz que pretende comercializar o produto em grande quantidade e a preços populares em todo o país para que todos os cidadãos voltem à normalidade o quanto antes.



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