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Gárgulas de Notre-Dame podem ser reconstruídas com restos do incêndio da Catedral

Dois meses após o incêndio que atingiu parte da Catedral de Notre-Dame, empresas e entidades de vários lugares do mundo estão oferecendo apoio e linhas de financiamento ao governo francês para reconstruir o que foi destruído pelo fogo. Uma delas é a holandesa Concr3de, especializada em design e impressões 3D, que propõe refazer as famosas gárgulas, que guardavam a cobertura da edificação, aproveitando as cinzas geradas pelo acidente.

A empresa com sede em Rotterdam tem como principal produto a impressão de materiais em 3D para construção e afirma ser possível reproduzir as gárgulas de Notre-Dame utilizando modelos digitais feitos em 2000 como referência. Um dos fundadores da Concr3de, o holandês Eric Geboers disse em entrevista ao site FastCompany que “fazer uma cópia com o mesmo material seria simplesmente uma falsificação, enquanto a impressão 3D seria uma homenagem histórica”, resolvendo a questão filosófica acerca da reconstrução.

O projeto da empresa consiste em moer o cascalho de calcário e as cinzas do fogo e combinar a mistura com outros materiais, criando um pó fino que alimenta a impressora 3D. Após este processo, os responsáveis usariam imagens em alta definição da Catedral de Notre-Dame, feitas durante cinco anos pelo professor de arte belga-americano Andrew Tallon, que escaneou o prédio e produziu um modelo de 1 bilhão de pontos, oferecendo precisão milimétrica do local e das gárgulas.

Mas o governo francês tem, no entanto, outros planos para esta etapa da reconstrução. Artesãos e escultores locais devem ser contratados para fazer reproduções idênticas com as mesmas técnicas e materiais utilizados na construção original. O site FastCompany aponta que a escolha francesa é bem mais cara e demorada que o projeto holandês da Concr3de, que diz ser “uma homenagem histórica à Catedral de Notre-Dame”.