Governo da China consegue plantar semente de algodão no solo da Lua - Traduzca - Tradução juramentada, simultânea e documentos. Orçamento online!
Atingido por fogo em 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro vira brinquedo
15 de janeiro de 2019
Nova edição de livro de 1950 só pode ser lida quando exposta ao fogo
17 de janeiro de 2019

Governo da China consegue plantar semente de algodão no solo da Lua

Sabe aquela experiência que fazemos na escola de plantar um feijão em um potinho com algodão? A Agência Nacional Espacial da China testou algo parecido, porém na Lua. O governo do país asiático plantou uma semente de algodão no solo lunar, e a planta germinou. É a primeira vez que isso acontece fora do planeta Terra, e os testes no nosso satélite natural ainda não terminaram.

O primeiro sucesso do governo chinês foi conseguir pousar a Sonda Chang’e 4 na face oculta da Lua, no dia 3 de janeiro deste ano. O envio do equipamento para o espaço foi uma parceria da Universidade de Chongqing, localizada no sudeste da China, com a agência espacial do país. Segundo cientistas, o pouso foi a primeira “mini experiência” no satélite. A face escura da Lua é o hemisfério não visível da Terra, pois está em rotação sincronizada com o nosso planeta.

Além das sementes de algodão, a Chang’e 4 levou para a Lua colza (uma planta utilizada na fabricação de óleos), batatas e arabidopsis (flor comum em experiências genéticas), ovos de drosófilas (mosca-da-fruta) e algumas leveduras. O objetivo da experiência é criar uma mini biosfera simples, segundo os pesquisadores envolvidos. As primeiras imagens enviadas pela sonda, recebidas no último dia 15 de janeiro pelos pesquisadores na China, mostram um broto de algodão crescendo.

Em parceria com a Universidade de Chongqing, a Agência Nacional Espacial da China lançou a Sonda Chang'e 4 para explorar a face oculta da Lua e testar experimentos no solo do satélite da Terra.

Em parceria com a Universidade de Chongqing, a Agência Nacional Espacial da China lançou a Sonda Chang’e 4 para explorar a face oculta da Lua e testar experimentos no solo do satélite da Terra.

O cultivo, no entanto, não é tão simples. Além da radiação solar ser maior, e da gravidade na Lua ser bem menor que na Terra, a temperatura no satélite é um desafio. A superfície lunar pode chegar aos 100 graus Celsius durante o dia e cair a menos de 100 negativos a noite. Para isso, o grupo de cientistas envolvidos projetou um recipiente de alumínio em formato cilíndrico, que mantém a temperatura da “estufa” entre 1 e 30 graus e permite a entrada de luz natural e o fornecimento de água e nutrientes. O dispositivo tem 18 centímetros de altura por 16 de diâmetro, pesa um pouco mais de 3 quilos e custou aproximadamente 10 milhões de yuans, ou 5,5 milhões de reais, para a Agência Nacional Espacial da China.