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Gripe espanhola matou mais que a Primeira e Segunda Guerra Mundial

A chamada gripe espanhola, que nada tem de espanhola pois teve início nos Estados Unidos, matou entre 50 e 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919.

A chamada gripe espanhola, que nada tem de espanhola pois teve início nos Estados Unidos, matou entre 50 e 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919.

A chamada gripe espanhola, que nada tem de espanhola pois teve início nos Estados Unidos, matou entre 50 e 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919.

Recentemente falamos aqui no blog da Traduzca sobre a Primeira Guerra Mundial. Mas você sabia que a Gripe Espanhola matou mais pessoas que as duas grandes guerras juntas?

No dia 4 de março de 1918, um soldado da base militar de Fort Riley (Estados Unidos) adoeceu, apresentando sintomas de uma forte gripe. Esse acampamento no Kansas treinava cidadãos norte-americanos para a Primeira Guerra Mundial. Naquela semana de março, mais de 200 soldados também adoeceram. Nem os enfermeiros, nem médicos e muito menos os soldados sabiam que ali se iniciaria uma das maiores pandemias do mundo moderno.

Em duas semanas, mais de mil militares foram internados e o vírus se alastrou por outros acampamentos. No pico da gripe espanhola, mais de 1500 soldados reportaram a enfermidade em um único dia. A doença se espalhou rapidamente pelos Estados Unidos e pegou carona com os soldados norte-americanos que lutavam na Europa, já no final da Primeira Guerra Mundial; de lá, a doença ganhou o mundo.

A chamada gripe espanhola, que nada tem de espanhola pois teve início nos Estados Unidos, matou entre 50 e 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919. Ela causou mais mortes que a AIDS em 40 anos; foi e ainda é a maior pandemia de que se tem notícia. E o Brasil não passou ileso por ela: por aqui, foram cerca de 35 mil óbitos, incluindo o presidente da época, Rodrigues Alves.

O nome Gripe Espanhola se deu porque o governo dos Estados Unidos, com medo de alarmar a população e desmobilizar os soldados que lutavam na guerra, censurou a veiculação de notícias referentes ao vírus. Isso provocou um aumento da proporção da doença. A Espanha, por ser um país neutro na guerra e por ter uma imprensa livre, foi o país pioneiro na disseminação de informações sobre o vírus.

Uma característica intrigante da pandemia é que, normalmente, o ataque do vírus influenza costuma ser mais forte em crianças e idosos, que possuem sistema imunológico mais frágil. Na gripe espanhola, porém, as principais vítimas foram os adultos jovens, tanto civis quanto soldados no front. Uma hipótese é que, justamente por ter uma imunidade mais proativa, a resposta do organismo jovem era vigorosa demais. O resultado era uma tempestade inflamatória que agredia os pulmões e encurtava a vida.



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