Inteligência artificial ajuda a decifrar a antiga escrita Linear B
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Inteligência artificial ajuda a decifrar a antiga escrita Linear B

Imagine quantos idiomas já foram falados na história da humanidade. Estudos mais recentes apontam que este número seja próximo de 31 mil, com quase sete mil idiomas falados atualmente. Infelizmente, a maioria já se perdeu, fazendo com que também fossem perdidas a forma de pensar e a cultura dos povos que usavam tais idiomas. Agora, uma parceria entre pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e do Google estão usando recursos de inteligência artificial para decifrar idiomas antigos.

Imagine quantos idiomas já foram falados na história da humanidade. Estudos mais recentes apontam que este número seja próximo de 31 mil, com quase sete mil idiomas falados atualmente. Infelizmente, a maioria já se perdeu, fazendo com que também fossem perdidas a forma de pensar e a cultura dos povos que usavam tais idiomas. Agora, uma parceria entre pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e do Google estão usando recursos de inteligência artificial para decifrar idiomas antigos.

O primeiro resultado da parceria foi um estudo sobre a escrita Linear B, o sistema de escrita mais antigo empregado pelo idioma grego que se conhece, usado entre os séculos XV a.C. e XII a.C. Para decifrá-la, a pesquisa se concentrou em quatro pilares considerados essenciais: a similaridade distributiva, o mapeamento de caracteres monotônicos, a esparsidade estrutural e a sobreposição cognitiva significativa. Com isso, a rede de inteligência artificial conseguiu criar padrões e traduzir corretamente 67,3% dos cognatos.

O primeiro resultado da parceria foi um estudo sobre a escrita Linear B, o sistema de escrita mais antigo empregado pelo idioma grego que se conhece, usado entre os séculos XV a.C. e XII a.C. Para decifrá-la, a pesquisa se concentrou em quatro pilares considerados essenciais: a similaridade distributiva, o mapeamento de caracteres monotônicos, a esparsidade estrutural e a sobreposição cognitiva significativa. Com isso, a rede de inteligência artificial conseguiu criar padrões e traduzir corretamente 67,3% dos cognatos.

Decifrado pela primeira vez em 1953 por Michael Ventris, desde então a Linear B é objeto de estudo de linguistas de todo o mundo. Esta, porém, é a primeira vez que o antigo silabário é decifrado com auxílio de uma inteligência artificial. Acredita-se que a Linear B é uma derivação da escrita Linear A, que ainda não foi decifrada pela ciência. A decodificação desse sistema de escrita é o próximo passo dos cientistas que trabalham na parceria entre o MIT e o Google.

Decifrado pela primeira vez em 1953 por Michael Ventris, desde então a Linear B é objeto de estudo de linguistas de todo o mundo. Esta, porém, é a primeira vez que o antigo silabário é decifrado com auxílio de uma inteligência artificial. Acredita-se que a Linear B é uma derivação da escrita Linear A, que ainda não foi decifrada pela ciência. A decodificação desse sistema de escrita é o próximo passo dos cientistas que trabalham na parceria entre o MIT e o Google.

O uso de inteligência artificial é cada vez mais comum na ciência. Recentemente falamos aqui no blog da Traduzca sobre a possibilidade de criar músicas cantadas por artistas de outros estilos com o auxílio do recurso e que Décima Sinfonia de Beethoven estava sendo finalizada a partir de algoritmos de inteligência artificial. Para ler o estudo completo que está ajudando a decifrar a escrita Linear B, acesse a plataforma arXiv aqui.



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