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Maias já comercializavam cachorros há 2,4 mil anos, revela estudo

Os resultados do estudo revelam que os animais eram usados para atividades cerimonialistas praticadas em um período, quando o vilarejo Maia se tornava um centro regional de poder político.

Os resultados do estudo revelam que os animais eram usados para atividades cerimonialistas praticadas em um período, quando o vilarejo dos Maias se tornava um centro regional de poder político.

Os resultados do estudo revelam que os animais eram usados para atividades cerimonialistas praticadas em um período, quando o vilarejo dos Maias se tornava um centro regional de poder político.

Os animais sempre foram parte importante na construção de sociedades e países ao redor do mundo, seja para alimentação, guerra, sacrifícios ou simplesmente como animais domésticos. Segundo historiadores, os europeus já criavam animais para abate há mais de 9 mil anos. Os egípcios também gostavam muito de animais, em especial,de gatos. O povo africano venerava os felinos, pois achavam que o animal era sagrado. A descoberta recente envolve a civilização maia, na qual, há mais de dois mil anos, os animais eram vendidos para uso doméstico e para rituais.

Em um trabalho apresentado na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pesquisadores examinaram ossos e dentes extraídos no sítio arqueológico Ceibal, na Guatemala. No local, há evidências das primeiras atividades cerimonialistas e do comércio de cachorros. Foram encontrados vestígios de cães e gatos em áreas ao redor da praça central de Ceibal, onde eram feitos rituais, datados entre 700 e 350 a.C., séculos anteriores à última descoberta de evidências de cães na sociedade maia.

Os pesquisadores trabalharam em cima do material genético encontrado na ossada dos animais e verificaram que todos os resíduos dos cães tinham altos níveis de isótopos de carbono, sugerindo que foram alimentados com uma dieta à base de milho. Os restos de um animal, possivelmente uma onça, também tinha uma dieta similar.

Os resultados do estudo revelam que os animais eram usados para atividades cerimonialistas praticadas em um período, quando o vilarejo Maia se tornava um centro regional de poder político. Portanto, apesar dos Maias não usarem animais como parte principal de suas práticas agrícolas, o comércio e a criação de animais para cerimônias teriam promovido o crescimento econômico e também o desenvolvimento político. Diferentemente do comércio de animais europeu, praticado basicamente para abate, a venda de animais para sacrifícios mostra que esse tipo de comércio teve papel importante no desenvolvimento da civilização maia.