Maior arranha-céu de madeira do mundo é inaugurado na Noruega
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Maior arranha-céu de madeira do mundo é inaugurado na Noruega

Sem barras de ferro, blocos de concreto ou grandes estruturas metálicas. Quem passa por uma das margens do lago Mjøsa, na cidade norueguesa de Brumunddal, se depara com o maior arranha-céu do mundo feito completamente de madeira. A estrutura, que levou dois anos para ser construída e foi inaugurada em março deste ano, conta com hotel, apartamentos, escritórios, um restaurante e áreas comuns, espalhados entres os 18 andares e 85,4 metros de altura.

O idealizador do projeto é o empresário norueguês Arthur Buchardt, de 70 anos. Em entrevista para o portal alemão Deutsche Welle, ele diz que o prédio “simboliza o que é possível fazer com madeira, que é possível construir edifícios mais complexos e também arranha-céus. Nós temos que reduzir a emissão de CO2, e esse prédio emite 60% a menos que uma construção de aço e concreto”. Esta, porém, não será a única grande estrutura de madeira no mundo. A capital japonesa, Tóquio, tem o projeto do edifício W350, com 350 metros de altura e 70 andares. Já em Viena, na Áustria, está em construção um edifício semelhante, com 24 andares, sendo que outro, com 84 andares, está sendo projetado em Chicago, nos Estados Unidos.

Foram anos de estudos até a concepção completa do projeto. A empresa responsável pela instalação da estrutura do prédio afirma que há muitos motivos para recorrer à madeira procedente de bosques sustentáveis, pois “é um recurso renovável que pode ser reutilizado e reciclado, e seu uso contribui para combater o efeito estufa”. Os benefícios para o uso do material nas construções não são apenas ambientais, a madeira “também contribui para um clima interno saudável, regula a umidade e a temperatura, tem boas propriedades acústicas e isolantes e também pode ajudar a reduzir o estresse”, afirma um dos responsáveis pela obra.

A estrutura, porém, não é barata. O custo da construção em madeira é superior a obras semelhantes erguidas com aço e cimento, mas a economia em energia possibilita recuperar o investimento em um prazo de oito a dez anos, dizem especialistas.