Máquina francesa imprime contos em formato de cupom fiscal
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Máquina francesa imprime contos em formato de cupom fiscal

Chegar a um estabelecimento e pedir a senha da rede Wi-Fi já é habitual para grande parte da população. Ninguém fica mais sem internet, independente do local em que esteja. Agora, imagine você entrar em uma loja ou um café da cidade apenas para pegar contos literários. Gostou da ideia? Este é o objetivo da startup francesa Short Édition, que criou uma máquina parecida com um caixa automático para incentivar a leitura nas pessoas.

A máquina francesa Short Édition é instalada em bares e cafés, e imprime contos em formato de cupom fiscal

A máquina francesa Short Édition é instalada em bares e cafés, e imprime contos em formato de cupom fiscal

O funcionamento da máquina é simples. A pessoa interessada aperta o botão correspondente ao tamanho do conto que deseja ler, dividido em leitura de um, três e cinco minutos de duração. Em seguida, o conto é impresso em um papel semelhante a um cupom fiscal. Em entrevista ao site Literary Hub, Loic Giraut, um dos desenvolvedores da Short Édition, diz que a empresa sempre acreditou “no poder da literatura, e o fato de a máquina ser adaptada para o mundo moderno é uma forma de trazer as pessoas de volta à leitura”.

As máquinas estão fazendo bastante sucesso. O equipamento já está em operação em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Os contos são escolhidos via concurso virtual, onde o escritor que tem interesse em disponibilizar seu texto envia o material para avaliação de um júri interno. Os selecionados vão para as máquinas no mundo todo.

Um dos lugares que já disponibiliza a máquina de contos é o Cafe Zoetrope, localizado em São Francisco, nos Estados Unidos. O dono do estabelecimento é Francis Ford Copolla, diretor de O Poderoso Chefão. Quando anunciada a parceria, ele disse que adorou “a ideia de uma máquina que não te entrega salgadinhos, cerveja ou café em troca de dinheiro, e sim arte. Eu gostei muito do fato de você não precisar pagar”. Ele diz, ainda, que os contos, assim como os filmes, deveriam ser consumidos de uma vez só.

O que você achou dessa ideia? Já estamos aguardando a chegada dessa máquina nos cafés brasileiros!