Mercado de fitas cassete cresce e seu material de fabricação entra em falta
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Mercado de fitas cassete cresce e seu material de fabricação entra em falta

Mesmo com várias possibilidades muito mais modernas, baratas e eficientes, o mercado de fitas cassete – ou K7, como são chamadas no Brasil – vem crescendo nos Estados Unidos ao longo dos últimos anos. A procura por álbuns gravados em dois carretéis de fita magnética, dispostos em uma caixa retangular de plástico, é tão grande que as principais fabricantes norte-americanas encerraram 2019 registrando a falta de matéria-prima para a sua produção. Você ainda tem o seu bom e velho Walkman esquecido dentro de uma gaveta?

Desenvolvidas no início dos anos de 1960, as fitas cassete foram um sucesso no mundo inteiro entre os anos de 1970 e 1980. As mais populares, capazes de gravar até 60 minutos de áudio, sendo 30 minutos em cada lado, tomaram conta do cenário musical, proporcionando mobilidade para quem quisesse escutar suas músicas preferidas na rua ou no carro. O formato, porém, perdeu espaço para os CD’s, que possuíam maior capacidade e melhor qualidade de áudio.

Desde que algumas empresas voltaram a fabricar aparelhos de reprodução e fitas, as vendas de cassete têm subido ano após ano; contudo, a matéria-prima do produto, o óxido férrico, está em falta no maior mercado do segmento, os Estados Unidos. Em comunicado divulgado no fim de 2019, a maior fabricante de fitas cassete dos EUA, a National Audio Company, Inc, disse ter recebido apenas duas toneladas de óxido férrico, o que inviabiliza a produção da demanda. Para que todos os pedidos fossem atendidos, a empresa precisaria de mais 50 toneladas do material.

No Brasil, a venda de fitas cassete também teve seu registro elevado, embora muito pouco em comparação ao mercado norte-americano. Em 2018, a gravadora Polysom anunciou que pode produzir até quatro mil fitas por mês, além de discos de vinil. Bandas e artistas, além de disponibilizarem suas músicas em serviços digitais, também ofertam seus álbuns nos formatos que foram sensação algumas décadas atrás.



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