Monastério belga recria cerveja produzida no século XII
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Monastério belga recria cerveja produzida no século XII

Demorou mais de dois séculos, mas os monges da Abadia de Grimbergen, na Bélgica, conseguiram recriar uma cerveja produzida durante a Idade Média por religiosos locais, anunciou o atual subprior padre Karel Stautemas. A receita original, escrita em latim e holandês antigo, está em um livro do século XII, e apenas alguns ingredientes foram utilizados para recriar a bebida que tem 10,8% de teor alcoólico, o que é relativamente alto para os padrões do mercado.

O livro, que tem quase 900 anos, foi salvo de um incêndio no século XVIII, quando os monges fizeram um buraco na parede da biblioteca e os retiraram do local secretamente antes que a Abadia fosse incendiada. De acordo com o padre Stautemas, o monastério já tinha conhecimento sobre o conteúdo da publicação, “mas ninguém conseguia ler” devido ao idioma antigo em que foi escrito. Para resolver este problema, voluntários foram convocados, que “passaram horas folheando os livros e descobrimos listas de ingredientes para cervejas fabricadas em séculos anteriores, o lúpulo usado, os tipos de barris e garrafas e até mesmo uma lista das cervejas reais produzidas séculos atrás”, diz o subprior local em entrevista ao jornal inglês The Guardian.

Para produzir a cerveja da época, o monastério nomeou o mestre-cervejeiro belga Marc-Antoine Sochon como responsável da microcervejaria criada para produzir exclusivamente a bebida do século XII. Em parceria com a marca Carlsberg, os padres pretendem produzir 3 milhões de unidades do produto por ano, que serão comercializadas na Bélgica e na França. O lucro permitirá que os monges continuem morando no local, façam peregrinações e ajudem “aqueles que vêm bater à nossa porta e precisam de ajuda”.

A abadia de Grimbergen está localizada na região de Flanders, na Bélgica. Fundada em 1128, o local já foi incendiado três vezes, e em todas elas foi reconstruído pela comunidade local e pelos monges que lá moram. Por este curioso fato, um dos símbolos do monastério é a fênix, ave que renasce das cinzas. Além disso, também tem como lema a expressão em latim ardet nec consumitur, que pode ser traduzida para “queimado, mas não destruído”.



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