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Não é mentira: conheça a história do dia 1º de abril

Certamente você já ouviu (ou fez) uma brincadeira com isso. O 1º de abril, ou Dia da Mentira, é comemorado anualmente aqui no Brasil e em outros países ocidentais há muitos anos. Piadas com conteúdos falsos são bem comuns, com empresas e jornais brincando com a data. Hoje quase todo mundo entende e leva como piada, mas nem sempre foi assim. Mas você sabe como isso começou? É o que o blog da Traduzca explica nas próximas linhas.

A brincadeira começou na França, há aproximadamente 455 anos, quando o rei Carlos IX resolveu mudar o calendário do país, passando do Juliano, proposto por Júlio César no século I a.C., para o Gregoriano, criado pelo Papa Gregório XIII, o qual era influenciado pelo cristianismo católico. A mudança mexeu também com as datas comemorativas francesas, como o Réveillon, que até um pouco antes da segunda metade do século XVI, era comemorado na semana entre o dia 25 de março e 1º de abril.

Logo que o novo calendário entrou em vigor, demorou um pouco para os súditos franceses se acostumarem com as novas datas. Então, em 1564, parte da população comemorou a virada do ano só no fim de março, enquanto o correto já era como conhecemos hoje. Aí começou a brincadeira de 1º de abril. Quem já estava ligado zombava daqueles que celebravam o Réveillon atrasado, chamando-os de “os bobos de abril” e acusando-os de comemorar a passagem de ano de forma mentirosa.

Desde então, chamamos o dia 1º de abril como “dia da mentira” ou “dia dos bobos”. A brincadeira chegou na Inglaterra alguns anos depois e logo se espalhou pelo mundo. Entre notícias falsas e piadas, hoje vários países e empresas comemoram a data. As empresas de tecnologia são as que mais comemoram a data. O Google, por exemplo, já anunciou o fim do YouTube, um dispositivo capaz de oferecer o cheiro dos termos buscados na plataforma e também a possibilidade de fazer pesquisas com o poder da mente. A Sony lançou um fone de ouvido para animais, e a Netflix disponibilizou a temporada completa de “GoT”, ou “Gláuber, o Tijolo”. Tudo fake, claro.