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Objetos de sítio arqueológico maia são digitalizados pelo Google

O sítio arqueológico de Palenque, no México, é um dos mais ricos em arquitetura e esculturas produzidas pela civilização maia. O local foi descoberto no século XVIII, quando os espanhóis chegaram à América em busca de madeiras finas e perceberam que o material estava em cima de antigas edificações. No entanto, foi apenas um século mais tarde que o inglês Alfred Percival Maudslay produziu fotos e registros do local. Agora, estes e outros materiais estão à disposição de qualquer pessoa graças ao serviço Google Arts & Culture.

Ao desembarcar em Palenque em 1891, Alfred Percival Maudslay buscava materiais e artefatos da civilização maia, mas não imaginava encontrar ruínas quase intactas. O inglês e sua equipe fizeram fotos e relatos em diários de viagem, além de moldes em gesso e papel das estruturas que encontravam em meio à vegetação que predominava. Poucos antes de morrer, em 1931, o explorador entregou tudo o que coletou em suas pesquisas ao Museu Britânico, que tratou de preservar toda a coleção. Agora, em parceria com o Google, o material está em exibição permanente e gratuita no site Explorando o Mundo Maia.

Para a digitalização dos objetos e imagens com boa qualidade, o Google e o Museu Britânico utilizaram um scanner de alta resolução. Além dos materiais, a equipe responsável pelo projeto também coletou as fotografias feitas por Maudslay no século XIX, fazendo uma comparação entre o estado atual e o estado em que as edificações foram encontradas pelo explorador inglês. O objetivo, segundo Ana Somohano Eres, curadora do Museu Britânico, “é mostrar o quanto o local mudou desde o século XIX até os dias de hoje”.

Além da visita digital disponível para qualquer pessoa, o sítio arqueológico de Palenque também é aberto para visitação local. Segunda a pesquisadora do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, Martha Cuevas, “o seu grau de conservação é considerado bom, mas é preciso continuar a preservar a memória do que existiu. Palenque é fundamental para entender escrituras maias, pois é a segunda cidade maia do México com o maior número de textos”.



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