Os erros de português mais comuns no ambiente de trabalho (parte 4) - Traduzca - Tradução juramentada, simultânea e documentos. Orçamento online!
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Os erros de português mais comuns no ambiente de trabalho (parte 4)

Na quarta e última parte da série que aborda erros de português no ambiente profissional, a Traduzca mostra mais 25 exemplos de equívocos que precisam ser evitados no dia a dia. Anote aí para não cometer deslizes.

1 Por que / porque
Forma errada: Não a vi ontem por que eu estava fora da empresa.
Uso correto: Não a vi ontem porque eu estava fora da empresa.
Justificativa: Porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações, afirma Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. É usado quando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais”. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.

2 Porquê/ por quê
Forma errada: A diretriz mudou, não sei porquê.
Uso correto: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.
Justificativa: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.
Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.

3 Penalizado/ punido
Forma errada: Quem desrespeitar o código de ética será penalizado.
Uso correto: Quem desrespeitar o código de ética será punido.
Justificativa: Segundo Laurinda Grion, penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir.

4 Por causa que/ porque/ por causa de
Forma errada: Não fui à academia por causa que está chovendo muito.
Uso Correto: Não fui à academia porque está chovendo muito. Não fui à academia por causa da chuva.
Justificativa: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.

5 Por cento veio/ por cento vieram
Forma errada: Entre os funcionários, 15% é contra a troca de sede.
Uso correto: Entre os funcionários, 15% são contra a troca de sede.
Justificativa: Números percentuais exigem concordância.

6 Precaver/ prevenir
Forma errada: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Uso correto: É importante que a empresa se previna contra invasões.
Justificativa: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo, só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.

7 Precisam-se/ precisa-se
Forma errada: Precisam-se de bons vendedores.
Uso correto: Precisa-se de bons vendedores.
Justificativa: Sempre que houver uma preposição depois do pronome “se” (de, por, para, com, em, etc.) não haverá plural, apenas singular, explica Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. Exemplo: Trata-se de ideias inovadoras.

8 Prefiro … do que/ prefiro… a
Forma errada: Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Uso correto: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.
Justificativa: O professor Diogo Arrais explica que não há necessidade do comparativo “do que” porque não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz Diogo.

9 Preveram/ previram
Forma errada: Os analistas preveram tempos de crise.
Uso correto: Os analistas previram tempos de crise.
Justificativa: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.

10 Quadriplicar/ quadruplicar
Forma errada: O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Uso correto: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.
Justificativa: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Segundo Laurinda Grion, quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas.

11 Qualquer/ nenhum
Forma errada: Informo-lhes que não mantenho qualquer tipo de vínculo com a empresa.
Uso correto: Informo-lhes que não mantenho nenhum tipo de vínculo com a empresa.
Justificativa: Qualquer é pronome de sentido afirmativo. Logo, em construções negativas, deve-se empregar nenhum, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

12 Quantia/ quantidade
Forma errada: Informe a quantia exata de itens no depósito.
Uso correto: Informe a quantidade de itens no depósito.
Justificativa: Usa-se quantia para dinheiro e quantidade para coisas, diz Laurinda Grion.

13 Que preciso/ de que preciso
Forma errada: Os documentos que preciso estão na sala.
Uso correto: Os documentos de que preciso estão na sala.
Justificativa: O verbo precisar pede a preposição “de”, explica Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori.

14 Reaveu/reouve
Forma errada: A homenagem reaveu nossa motivação.
Uso correto: A homenagem reouve nossa motivação.
Justificativa: Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, explica que o pretérito perfeito de reaver é reouve. Gramaticalmente, o verbo REAVER é defectivo, só se conjuga nas formas em que o verbo HAVER possui a letra V. Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

15 Responder o/ responder ao
Forma errada: Vou responder o email daqui a pouco.
Uso correto: Vou responder ao email daqui a pouco.
Justificativa: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta, é sempre indireta, ou seja, pede a preposição “a”.

16 Retificar/ ratificar
Forma errada: O homem retificou as informações perante o juiz.
Uso correto: O homem ratificou as informações perante o juiz.
Justificativa: Ratificar, do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar. Retificar, também do latim com base na palavra rectus, se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa, explica o professor Reinaldo Passadori.

17 Rúbrica/ rubrica
Forma errada: Ponha a sua rúbrica em todas as páginas, por favor.
Uso correto: Ponha a sua rubrica em todas as páginas, por favor.
Justificativa: Rubrica é paroxítona, sem acento.

18 Senão/ se não
Forma errada: Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Uso correto: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Justificativa: Laurinda Grion explica que para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada. Senão (em uma só palavra) tem vários significados: do contrário, de outra forma, aliás, a não ser, mais do que, menos, com exceção de, mas, mas sim, mas também, defeito, erro, de repente, subitamente.

19 Seríssimo/ seriíssimo
Forma errada: O problema é seríssimo.
Uso correto: O problema é seriíssimo.
Justificativa: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

20 Somos em/ somos
Forma errada: No escritório, somos em sete analistas.
Uso correto: No escritório, somos sete analistas.
Justificativa: Não há necessidade de empregar a preposição “em”.

21 Tão pouco/ tampouco
Forma errada: Não fala inglês, tão pouco francês.
Uso correto: Não fala inglês, tampouco francês.
Justificativa: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.

22 Vem/ veem
Forma errada: Eles vem problemas em todas as inovações.
Uso correto: Eles veem problemas em todas as inovações.
Justificativa: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa). Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana. O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.

23 Vir/ vier
Forma errada: Se ele não vir amanhã, vai perder outra reunião.
Uso correto: Se ele não vier amanhã, vai perder outra reunião.
Justificativa: Segundo Vivien Chivalski, no caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

24 Visar/ visar a
Forma errada: Augusto visa o cargo de diretor comercial da empresa.
Uso correto: Augusto visa ao de diretor comercial da empresa.
Justificativa: Visar com o sentido de pretender é transitivo indireto, isto é, exige a preposição “a”.

25 Zero horas/ zero hora
Forma errada: O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Uso correto: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Justificativa: Segundo a autora Laurinda Grion, o adjetivo composto zero-quilômetro é invariável.



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