A vida em Oymyakon, a cidade mais frio do mundo
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A vida em Oymyakon, a cidade mais frio do mundo

Vista de cima de cidade de Oymyakon, o lugar habitado mais frio do mundo.

Vista de cima de cidade de Oymyakon, o lugar habitado mais frio do mundo.

O Brasil viveu recentemente a primeira onda de frio de 2018. Em algumas cidades do sul, os termômetros registraram temperaturas negativas. Mas você já imaginou como é viver em um lugar onde, em dias de calor, a temperatura máxima chega a 20°C e, no inverno, a média é de -45°C? Hoje falaremos um pouco sobre Oymyakon, a cidade mais fria do mundo.

Localizada no leste da Sibéria, na Rússia, Oymyakon tem apenas 500 habitantes, e a vida no local é muito difícil. A alimentação baseia-se em proteína animal, e vegetais quase não são consumidos, devido ao restrito período em que podem ser plantados e colhidos. O principal prato local é a stroganina, um peixe congelado servido cru em finas fatias. Água potável é obtida raspando o gelo.

O transporte pessoal ou comercial também exige cuidados. Os motores precisam ficar sempre ligados para não congelarem, e os combustíveis entram em fusão quando atingem -50°C. É comum que a tinta das canetas esferográficas congele e que equipamentos eletrônicos apresentem comportamento estranho devido à dilatação e à contração dos metais. A cidade tem WiFi, televisão por satélite e rede móvel de celular, sendo que os celulares congelam quando levados para a rua. O recomendado é usá-los dentro de casa ou levá-los no bolso.

As crianças da cidade não vão à escola durante um mês devido ao frio extremo.

As crianças da cidade não vão à escola durante um mês devido ao frio extremo.

O local mais frio do mundo, fora da Antártida, adota algumas medidas especiais em momentos extremos. As escolas, por exemplo, suspendem as aulas quando os termômetros registram temperaturas inferiores a -50°C, e as crianças ficam quase um mês sem estudar. Brincar na rua é proibido quando a temperatura fica abaixo de -68°C, e apenas por 20 minutos quando marca -49°C. Estudos mostram que qualquer parte da pele congela rapidamente se exposta a -58°C.

Mesmo longe de quase tudo, já que a cidade mais próxima fica a 800km, o local recebe quase 400 turistas todos os anos atraídos pelas temperaturas extremas que se divertem com corridas de renas e pesca no gelo.

 



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