Pesquisador inglês afirma ter decifrado o texto do Manuscrito Voynich
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Pesquisador inglês afirma ter decifrado o texto do Manuscrito de Voynich

Você conhece o Manuscrito de Voynich, considerado o livro “mais misterioso do mundo”? Ele tem 240 páginas, conta com uma série de inscrições e desenhos feitos em um idioma desconhecido e foi descoberto na Polônia em 1912. Acredita-se que tenha sido escrito no século XV e apresenta temas ligados à saúde física e mental das mulheres da época. O mistério sobre a publicação, porém, começou a ser desvendado recentemente na Universidade de Bristol, na Inglaterra.

O especialista em linguística Gerard Cheshire publicou um artigo onde acredita ter traduzido o texto do Manuscrito de Voynich. Ele diz que o livro não foi escrito em código, mas sim em símbolos que fazem parte de um sistema de fala e escrita comuns à época, chamado de proto-românico. Estudiosos no assunto afirmam que esse idioma era comum na região onde o livro foi encontrado e que influenciou, mais tarde, o espanhol, o francês e o italiano.

No artigo publicado, Cheshire diz que o texto é “um compêndio de informações sobre remédios à base de ervas, banhos terapêuticos e leituras astrológicas” e que o “proto-românico era onipresente no Mediterrâneo durante o período medieval, mas era raramente usado como língua escrita em documentos oficiais ou importantes porque o latim era o idioma oficial da realeza, igreja e governo” e afirma que o Manuscrito de Voynich é, até então, o único documento escrito nesse idioma.

Outros pesquisadores do assunto, porém, não compartilham da mesma opinião de Cheshire. Especialistas dizem que ainda faltam padrões comuns no Manuscrito de Voynich para comprovar a teoria publicada. Gordon Rugg, que estuda o livro há mais de dez anos, diz que “os decodificadores estão bem cientes de recursos como este, então essa é uma das primeiras coisas que procuraram, e essas evidências não ocorrem no manuscrito Voynich”.



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