Pesquisadores descobrem origem de mandíbula encontrada na Inglaterra

Em 2016, na praia de Lilstock, na Inglaterra, o colecionador de fósseis Paul de la Salle encontrou uma grande mandíbula. Agora, dois anos depois da descoberta, os paleontólogos Dean Lomax, da Universidade de Manchester, e Judy Massare, da Universidade de Nova York, perceberam que a mandíbula pertencia a um ictiossauro gigante, ordem de répteis pré-históricos que habitavam os mares da Europa há mais de 200 milhões de anos.

Para identificar a espécie, os pesquisadores conheceram o acervo do Museu Paleontológico de Alberta, no Canadá, e compararam a queixada com o maior esqueleto de um Shonisaurus Sikanniensis do mundo, que possui 21 metros. Em termos de tamanho, os paleontólogos acreditam que o réptil aquático seja até 25% maior do que o Shonisaurus Sikanniensis, podendo atingir até 26 metros de comprimento.

A revelação também identificou outros ossos encontrados no Reino Unido, como os do sítio geológico de Aust Cliff. Os cientistas acreditavam que os ossos pertenciam a espécies gigantes de répteis terrestres, mas agora eles sugerem que sejam partes de um ictiossauro. “Um dos ossos de Aust também pode ser uma surangular de ictiossauro. Se for, comparado ao espécime de Lilstock, ele pode representar um animal muito maior”, disse Dean Lomax.

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