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Biografia de Proust revela que ele queria investir no ramo imobiliário paraense

Poucas biografias conseguem atingir a riqueza de detalhes presentes no livro que conta a vida de Marcel Proust (1871-1922). Entre pesquisas botânicas de “Em Busca do Tempo Perdido” e encontros de cartas curiosas, a recente publicação desvenda a oscilante vida financeira do escritor e explica seus polêmicos meios de sobrevivência.

Poucas biografias conseguem atingir a riqueza de detalhes presentes no livro que conta a vida de Marcel Proust (1871-1922). Entre pesquisas botânicas de “Em Busca do Tempo Perdido” e encontros de cartas curiosas, a recente publicação desvenda a oscilante vida financeira do escritor e explica seus polêmicos meios de sobrevivência.

Intitulado de “Proust and His Banker: In Search of time Squandered” (Proust e seu banqueiro: em busca do tempo esbanjado, em tradução livre), o livro escrito pelo economista Gian Balsamo desbrava minunciosamente o que, até pouco tempo, mencionava-se apenas de maneira superficial. Sobre as economias de Marcel Proust, sabia-se apenas que era um rico rentista, herdeiro de aplicações financeiras e que, nas palavras de Jean-Paul Sartre, não passa de um “burguês rico e ocioso”.

As histórias descobertas por Balsamo, no entanto, apresentam uma nova perspectiva. Ele analisou mais de 300 cartas trocadas entre Proust e seu primo, o corretor financeiro Lionel Hauser, conseguindo identificar as razões que praticamente levaram Proust à falência.

Balsamo revela que “no final de 1915, em relação a 1907, o patrimônio de Proust despencou quase 60% de seu valor. Os principais motivos, de acordo com ele, foram os altos investimentos de risco. Na época, o primo Hauser sugeriu a Marcel Proust que tomasse medidas extremas: “Vender vários títulos para deixar o patrimônio mais enxuto e, deste jeito, amortizar dívidas e juros”.

A situação financeira de Poust teria sido tão traumática que produziu referências até mesmo em cenas de “Em Busca do Tempo Perdido”. Balsamo lembra de um momento no volume “A Prisioneira”, quando o narrador recebe a notícia de que suas economias desestabilizaram por conta de seus gastos excessivos com Albertine. Para que não ocorresse um colapso financeiro, Marcel tomou a decisão de vender 75% da herança recebida da avó – demonstrando que os conselhos de Hauser surtiram efeito. “Trechos como esse confirmam os traços biográficos por trás dos detalhes financeiros”, diz Balsamo.

Além de revelar detalhes inéditos da vida de Proust, o livro também lança luz sobre curiosidades no perfil de investimento dele. Ele seria fissurado em carteiras de risco e aplicações.

Até o momento, pensava-se que a única ligação de Proust com o Brasil era o personagem estereotipado de um médico que, em “O Caminho de Guermantes”, se propõe a curar o narrador de suas crises asmáticas com “absurdas inalações de essências vegetais”. A verdade é que, entre as extravagâncias financeiras de Proust, ele adquiriu títulos do Tesouro Nacional em 1908 e, em 1913, tentou trocá-los por notas da dívida pública do Estado de São Paulo. No final da década de 1910, quis investir em valores imobiliários do Porto do Pará (atual Porto de Belém).

 



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