Quadro perdido do espanhol Diego Velázquez vai a leilão nesta quarta-feira
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Quadro perdido do espanhol Diego Velázquez vai a leilão nesta quarta-feira

Há aproximadamente um ano e meio, um quadro chegou à Sotheby’s, uma das mais famosas casas de leilões de Londres. Os especialistas em arte que se debruçaram sobre o quadro entregue no local ficaram intrigados com a sua origem. E, nesta última semana, conseguiram atestar a autenticidade do material: trata-se de o Retrato de Olimpia Maidalchini Pamphili, uma das pinturas mais famosas do espanhol Diego Velázquez, que estava desaparecida desde 1724.

Diego Velázquez nasceu em Sevilha, na Espanha, no final do século XVI, e destacou-se como um dos principais nomes da arte barroca europeia e mundial. Sua fama chegou à Itália, e Olimpia Maidalchini Pamphili, considerada uma das mulheres mais poderosas e influentes de Roma no século XVII, o chamou para retratá-la. Estudiosos de arte acreditavam que a obra estivesse destruída, e a descoberta fez o quadro se valorizar. Ele vai a leilão nesta quarta-feira, dia 3 de julho, por quase 3 milhões de euros.

O Retrato de Olimpia Maidalchini Pamphili será leiloado na casa de leilões Sotheby’s de Londres, que ainda contará com peças de outros artistas, como Thomas Gainsborough, Sandro Botticelli e John Constable. Um dos curadores do leilão, James Macdonald, disse ao jornal inglês The Guardian que “Velázquez é um dos titãs absolutos da Europa e da arte mundial. Este retrato é inquestionavelmente do interesse de eruditos e de admiradores de Velázquez ou semelhantes”.

Além da história do artista espanhol, o quadro também é significativo para a história da retratada. Historiadores relatam que Olímpia Maidalchini Pamphili era uma mulher muito à frente de seu tempo, sendo cunhada e principal conselheira do papa Inocêncio X, e era conhecida como “papisa”, tamanha era a sua influência sobre as decisões da Igreja na época. A escritora norte-americana Eleanor Herman, autora de um livro sobre a italiana, a descreve como uma “rockstar barroca” e que os nobres “não conseguiam acreditar que uma mulher de origens modestas pudesse ter chegado tão alto”.