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Queniano é escolhido como o melhor professor do mundo em 2019

Uma escola distante e cheia de gente, uma média de 58 alunos por professor. Dentro dela, apenas um computador com internet precária e muita vontade de transformar o mundo que está ao redor. Localizada no Vale do Rift, uma zona rural no Quênia, muitos estudantes e professores precisam percorrer a pé um trajeto de 7 quilômetros, para ir e voltar da aula. Essa é a escola de Peter Tabichi, o vencedor do “Global Teacher Prize”, prêmio conhecido como o Oscar da Educação mundial.

Irmão franciscano e professor de ciências, Peter Tabichi tem 36 anos e doa 80% de seu salário para ajudar as famílias mais pobres. Apesar das dificuldades que listamos no primeiro parágrafo – além de muitas outras – seus alunos conseguiram desenvolver um dispositivo que ajuda cegos e surdos a medirem objetos. Com esta experiência, a turma se classificou para a feira internacional de ciências e engenharia, promovida pela empresa de tecnologia Intel. Em outro projeto, em que usaram uma planta para gerar eletricidade, os estudantes conquistaram o prêmio de química da Royal Society of Chemistry, uma sociedade científica do Reino Unido, que tem como objetivo incentivar as ciências químicas.

O Global Teacher Prize é entregue pela Varkey Foundation, organização sem fins lucrativos, criada para promover a educação, que tem como patrono o emir Mohammed bin Rashid Al Maktoum. Mais de 30 mil professores foram inscritos e 50 se classificaram para a “semifinal”. Destes, 10 finalistas foram para Dubai conhecer o primeiro colocado, que recebeu um prêmio de US$ 1 milhão. O queniano venceu a brasileira Débora Garófalo, pofessora na Escola Municipal Almirante Ary Parreira, no Jardim Babilônia, zona sul de São Paulo.

Criado em 2015, o “Oscar da Educação” atrai a atenção do mundo para professores que fazem a diferença na vida de crianças do mundo todo. A primeira edição do prêmio ficou com a norte-americana Nancie Atwel. Em 2016, Hanan Al Hroub, da Palestina, levou o título. Já em 2017, a canadense Maggie MacDonnell foi eleita a professora do ano, assim como a britânica Andria Zafirakou em 2018. Além de Débora Garófalo, que concorreu este ano, outros dois professores brasileiros já participaram da competição. O primeiro foi o capixaba Wemerson da Silva, que concorreu em 2017, seguido pelo paulista Diego Mahfouz, no ano passado.