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Região de Molise, na Itália, carrega a fama de não existir

Uma região italiana tem uma fama pouco comum. Molise, localizada no sudeste da Itália, é conhecida por não existir. Oficialmente, ela existe e tem status igual ao da Toscana, Lombardia e Piemonte, por exemplo, fazendo fronteira com regiões reconhecidas internacionalmente, como Abruzzo, Puglia, Lazio e Campania. Porém, na Internet, Molise tem fama de não existir. As brincadeiras sobre essa situação começaram no início dos anos 2000 e desde então tomaram conta de perfis italianos nas redes sociais.

Ninguém sabe como a brincadeira sobre a não existência de Molise começou. Mas o jornalista italiano Enzo Luongo resolveu tirar proveito da situação e escreveu o livro Il Molise Non Esiste, ou “Molise não existe”, na tradução do italiano para o português. “Vi essa piada pela primeira vez na Internet há vários anos”, afirma o autor, que completa dizendo que “as pessoas começaram a postar a hashtag #ilmolisenonesiste tirando sarro do pequeno tamanho da região e de nossa relativa obscuridade na Itália”. Além do livro, o fenômeno cultural que envolve a brincadeira gerou músicas, vídeos, peças teatrais, reportagens, além de outros conteúdos que falam sobre a não existência da região italiana, incluindo uma fala do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.

Apesar de ser conhecida por não existir, Molise tem diferenciais com grande potencial turístico. O balneário de Termoli, localizado no litoral da região, é uma cidade pesqueira rodeada por muros e que abriga um grande castelo construído no século XI, além de cabanas erguidas sobre palafitas. A região também abriga a rua mais estreita da Itália, chamada de A Rejecelle. Medindo exatos 34 centímetros de largura, a via pede preparo para o pedestre, que deve segurar a respiração e encolher a barriga para passar de um ponto a outro.

Recentemente falamos aqui no blog da Traduzca sobre um caso semelhante. A cidade de Bielefeld, na Alemanha, lançou um concurso oferecendo o prêmio de 1 milhão de euros, aproximadamente R$ 4,5 milhões, para quem conseguisse provar a não existência do município alemão. Segundo o site oficial da cidade, “mais de dois mil teóricos da conspiração atenderam ao chamado” e “ninguém foi capaz de provar o contrário”.



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