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Verificamos cinco curiosidade sobre o período imperial do Brasil

Como falamos nas últimas semanas, a história brasileira é cheia de fatos curiosos. São inúmeros eventos desde que Pedro Álvares Cabral avistou o Monte Pascoal, em Itamaraju, e desembarcou na cidade que conhecemos hoje como Porto Seguro, em 1500. Hoje publicamos o terceiro capítulo da série em que compartilhamos algumas curiosidades sobre a história do Brasil. Falamos na última sexta-feira sobre uma lista que circula nas redes sociais com fatos sobre a monarquia e a história brasileira, que seguimos verificando se são verdadeiros, confusos ou falsos. Para conferir os dois primeiros capítulos da série, clique aqui e aqui, respectivamente.

D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e para a educação com ênfase nas ciências e artes.

Não há certeza sobre a quantia exata que o imperador Dom Pedro II doava de sua lista civil, uma espécie de salário que recebia, mas há registros sobre repasses a instituições de caridade e financiamento de estudantes e cientistas do Brasil. Na obra As Barbas do Imperador, a historiadora Lilia Moritz Schwarcz diz que, devido aos altos investimentos em caridade, o imperador passou a ter muitas dívidas, tendo que alugar o andar térreo do palácio imperial para complementar a renda da Coroa.

Não há certeza sobre a quantia exata que o imperador Dom Pedro II doava de sua lista civil, uma espécie de salário que recebia, mas há registros sobre repasses a instituições de caridade e financiamento de estudantes e cientistas do Brasil. Na obra As Barbas do Imperador, a historiadora Lilia Moritz Schwarcz diz que, devido aos altos investimentos em caridade, o imperador passou a ter muitas dívidas, tendo que alugar o andar térreo do palácio imperial para complementar a renda da Coroa.

D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.

Não há registros sobre esta informação, mas é possível que Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, filho mais velho da princesa dona Leopoldina de Bragança e do príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, admirasse Chiquinha Gonzaga, pois ela era de se admirar mesmo. Chiquinha Gonzaga foi uma pioneira em seu tempo; dentre seus feitos estão o fato de ser a primeira pianista de choro e a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, além de a autora da primeira marchinha de Carnaval que se tem notícia: o clássico Ó Abre Alas, de 1899.

Não há registros sobre esta informação, mas é possível que Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, filho mais velho da princesa dona Leopoldina de Bragança e do príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, admirasse Chiquinha Gonzaga, pois ela era de se admirar mesmo. Chiquinha Gonzaga foi uma pioneira em seu tempo; dentre seus feitos estão o fato de ser a primeira pianista de choro e a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, além de a autora da primeira marchinha de Carnaval que se tem notícia: o clássico Ó Abre Alas, de 1899.

Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

Não é possível desmentir a afirmação, pois, de fato, a princesa Isabel tinha pelo menos um amigo negro, o engenheiro André Rebouças, tendo-o recebido com frequência para reuniões sociais. Abolicionista, Rebouças foi um dos líderes do movimento no Brasil que levou à assinatura da Lei Áurea em 1888.

Na casa de veraneio em Petrópolis, a princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

A afirmação é falsa. Na biografia da princesa Isabel, O Castelo de Papel, escrita pela historiadora Mary del Priore, consta que “em toda a correspondência quase diária de Gastão [o conde D’Eu, marido da princesa] com o pai ou a condessa de Barral [preceptora de Isabel], há uma única referência a escravos fugidos em sua casa. A exceção foi o dia 31 de março.” O fato narrado diz que três escravas libertas foram presas novamente e buscaram refúgio no palácio de Petrópolis. Reclamadas pelos seus senhores, nenhuma foi entregue pelo conde e pela princesa.

A afirmação é falsa. Na biografia da princesa Isabel, O Castelo de Papel, escrita pela historiadora Mary del Priore, consta que "em toda a correspondência quase diária de Gastão [o conde D’Eu, marido da princesa] com o pai ou a condessa de Barral [preceptora de Isabel], há uma única referência a escravos fugidos em sua casa. A exceção foi o dia 31 de março." O fato narrado diz que três escravas libertas foram presas novamente e buscaram refúgio no palácio de Petrópolis. Reclamadas pelos seus senhores, nenhuma foi entregue pelo conde e pela princesa.

Os pequenos filhos da princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

O Correio Imperial, jornal com ideias abolicionistas, de fato foi produzido no Brasil, mas não pelos filho de Isabel. Quem escrevia os textos publicados no impresso era, na verdade, a própria princesa. Segundo o livro O Castelo de Papel, citado aqui anteriormente, a princesa teria dito que a escravidão era “um atentado à liberdade humana, que a repugnava”.

O Correio Imperial, jornal com ideias abolicionistas, de fato foi produzido no Brasil, mas não pelos filho de Isabel. Quem escrevia os textos publicados no impresso era, na verdade, a própria princesa. Segundo o livro O Castelo de Papel, citado aqui anteriormente, a princesa teria dito que a escravidão era "um atentado à liberdade humana, que a repugnava".



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