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Verificamos cinco registros históricos sobre a história do Brasil

Na última sexta-feira, dia 22 de maio, o blog da Traduzca iniciou uma série com curiosidades sobre a história do Brasil. Listamos apenas quatro, como os cerca de 1.300 idiomas indígenas existentes no país na época do descobrimento. Buscando outros registros curiosos para continuar a série, encontramos um lista que circula nas redes sociais com fatos sobre a monarquia e a história brasileira; porém, nem todas são verdadeiras e outras são um pouco confusas. Selecionamos as seis primeiras informações da lista para explicar o que é verdade e o que não é.

Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.

A lista com fatos curiosos sobre a história brasileira começa com uma informação falsa. Não há registros de que o inventor Santos Dumont tivesse encontros recorrentes com Isabel em Paris, onde a princesa passou a morar após a proclamação da República em 1889. Sabe-se, porém, que durante uma competição na capital francesa em 1901, o balão de Santos Dumont ficou sem combustível e caiu em uma propriedade próxima à residência de Isabel. Ao saber do fato, a princesa pediu que seus empregados levassem almoço para o brasileiro. Após este acontecimento, Isabel o enviou uma medalha de ouro de São Benedito, “que protege contra acidentes”.

A lista com fatos curiosos sobre a história brasileira começa com uma informação falsa. Não há registros de que o inventor Santos Dumont tivesse encontros recorrentes com Isabel em Paris, onde a princesa passou a morar após a proclamação da República em 1889. Sabe-se, porém, que durante uma competição na capital francesa em 1901, o balão de Santos Dumont ficou sem combustível e caiu em uma propriedade próxima à residência de Isabel. Ao saber do fato, a princesa pediu que seus empregados levassem almoço para o brasileiro. Após este acontecimento, Isabel o enviou uma medalha de ouro de São Benedito, "que protege contra acidentes".

A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.

A afirmação é verdadeira. Conhecida como “Redentora”, por assinar a Lei Áurea em 1888, sugeriu-se a construção de uma estátua em sua homenagem. Registros indicam que Isabel recusou a homenagem e pediu que fosse erguida uma estátua de Jesus Cristo no morro do Corcovado. Construída entre 1922 e 1931, a estátua do Cristo Redentor tem 38 metros de altura e está a 709 metros acima do nível do mar.

A afirmação é verdadeira. Conhecida como "Redentora", por assinar a Lei Áurea em 1888, sugeriu-se a construção de uma estátua em sua homenagem. Registros indicam que Isabel recusou a homenagem e pediu que fosse erguida uma estátua de Jesus Cristo no morro do Corcovado. Construída entre 1922 e 1931, a estátua do Cristo Redentor tem 38 metros de altura e está a 709 metros acima do nível do mar.

A família imperial não tinha escravos. Todos eram alforriados e assalariados em todos os imóveis da família.

Este fato não é totalmente verdadeiro, mas também não é falso. Há registros de que a família imperial brasileira tinha muitos escravos, que recebiam salário e cujos filhos frequentavam escolas. Porém, nenhum era livre. Já os escravos pessoais de Dom Pedro II também recebiam salários, seus filhos frequentavam escolas e eram alforriados.

D. Pedro II tentou propor ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

Não há registros que comprovem esta afirmação, pelo contrário. A família imperial precisava do apoio da elite agrária da época para manter a monarquia. As leis sobre escravos no Brasil foram alteradas por pressão de outros países já haviam abolido a escravidão, como a Inglaterra. A lei do Ventre Livre, primeira que tratava liberdade de escravos na história brasileira, surgiu apenas em 1871.

D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo fluente em 17.

Falamos sobre isso na última sexta-feira aqui no blog da Traduzca. Há registros de que Dom Pedro II era fluente, além do português, em outros sete idiomas (alemão, italiano, espanhol, francês, latim, hebraico e tupi-guarani) e lia em mais quatro (grego, árabe, sânscrito e provençal).

Não há registros que comprovem esta afirmação, pelo contrário. A família imperial precisava do apoio da elite agrária da época para manter a monarquia. As leis sobre escravos no Brasil foram alteradas por pressão de outros países já haviam abolido a escravidão, como a Inglaterra. A lei do Ventre Livre, primeira que tratava liberdade de escravos na história brasileira, surgiu apenas em 1871.

A primeira tradução do clássico árabe “As Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II do árabe arcaico para o português do Brasil.

Também citamos esta curiosidade na última semana. Aos 62 anos de idade, o imperador Dom Pedro II foi o primeiro a traduzir do árabe para o português trechos da obra mais conhecida da literatura árabe. Registros indicam que o último trecho traduzido por ele é de 1891, pouco antes de sua morte.



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